Mesmo em meio à crise esportiva e à troca de comando na SAF, o Botafogo surpreendeu a imprensa ao promover um acolhedor Media Day no CT Espaço Lonier. Com acesso aos treinos, jogadores e café da manhã, os jornalistas receberam um tratamento de excelência, comparado favoravelmente até ao de gigantes europeus. O autor exalta a valorização dos profissionais e a moderna infraestrutura do clube, citando também o padrão de primeiro mundo do Estádio Nilton Santos frente aos desafios da equipe.
No último sábado (31), o Botafogo surpreendeu todo mundo e abriu as portas do Espaço Lonier para os jornalistas acompanharem o treino e conversarem com dois jogadores (o centroavante Tiquinho e o goleiro Batista). De 2025 a 2026, o clube demorou um ano para promover o famosíssimo "Media Day". Ninguém, portanto, aguardava a convocação, principalmente com o time em uma fase difícil, brigando contra o rebaixamento e em um cenário meio cáotico de troca de poder na SAF.
O mais importante, contudo, foi a forma com a qual o clube trouxe a imprensa para dentro da própria casa. Além de ciceronear uma visita detalhada pela estrutura do Espaço Lonier, entre uma atividade e outra, o Botafogo ofereceu um café da manhã regrado para os profissionais, em pleno refeitório do CT. Nem o Real Madrid trata os seus setoristas, em Valdebebas ou no Santiago Bernabéu, com tanto zelo, esmero e apreço.
O belo gesto do Botafogo corrobora a teoria de que acompanhar de perto o clube é o auge na carreira de qualquer profissional de comunicação. E olha que quem mantém este pensamento já cobriu uma Copa do Mundo, amistosos internacionais, decisão de Libertadores e uma final de Champions League.
O Botafogo não é uma entidade sacrossanta e, às vezes, como no episódio da chegada do astro Ziyech, pode deslizar. A coluna estará aqui para apontar, com críticas contundentes, os equívocos. Entretanto, quando o Glorioso lembra o seu tamanho, é insuperável.
Palácio de Versalhes
Há uma outra passagem importante, neste ano, no Estádio Nilton Santos. Cheguei cedo para a apresentação dos novos reforços do Botafogo (o zagueiro Ythallo e o volante Wallace Davi). No entanto, o primeiro contato dos jogadores com a imprensa atrasou um pouco. Como o relógio indicava 13h, alguém sugeriu que almoçássemos.
Imaginei que sairíamos do Colosso do Subúrbio para encontrar algum lugar próximo, no Engenho de Dentro. Para a minha surpresa, porém, havia um restaurante em plena praça esportiva do Glorioso.
Caminhamos alguns minutos e chegamos ao local. Os funcionários do Mais Tradicional faziam as suas refeições. Era uma área onde eu não tinha acesso. Senti-me extremamente lisonjeado por dividir o mesmo ambiente com pessoas que representam o clube mais importante do país. Uma emoção indescritível.
Estou cada vez mais convencido de que o Botafogo manda os seus jogos em um estádio de primeiro mundo. O Nilton Santos, por isso, é o meu Palácio de Versalhes!
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10
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