Gabriel de Alba, da GDA Luma, hesita em assumir a SAF do Botafogo devido à disputa jurídica com o ex-controlador John Textor e ao risco iminente de rebaixamento no Brasileirão, o que desvalorizaria o ativo. Paralelamente, o clube social reassumiu mais de 99% das ações após descumprimentos contratuais da Eagle Bidco, de Textor. O empresário mexicano só deve retornar ao Brasil após a recuperação judicial, enquanto o cenário de instabilidade política e esportiva ameaça os planos de compra.
Como se não bastasse o flerte com o rebaixamento, cada vez mais forte, os bastidores do Botafogo fervem em uma SAF que vive processo de troca de poder. Mas o tabuleiro pode ter movimentações inesperadas nos próximos dias. Segundo o canal "Gigante Glorioso", Gabriel de Alba, sócio fundador da GDA Luma, está com receio de assumir o futebol alvinegro.
Dois motivos explicam por que o empresário mexicano anda com pé atrás. O primeiro é o clima de instabilidade que John Textor pode causar. O Godfather, toda semana, insiste que ainda é dono da SAF do Glorioso. O big boss da esolarada Flórida também obteve vitórias na Justiça dos Estados Unidos, país onde Alba mantém negócios e uma imagem forte com o empresariado. Nos tribunais brasileiros, porém, o magnata norte-americano acumula seguidas derrotas.
Textor esteve à frente do Botafogo de março de 2022 a abril de 2026, quando um tribunal arbitral o apeou do poder. O ex-controlador agora quer diálogo com a GDA e com o social do Botafogo, atual sócio majoritário do clube-empresa.
A segunda razão é esportiva. O time alvinegro tem um dos piores desempenhos entre os times da Série A do Campeonato Brasileiro e vem caindo pelas tabelas. Para se salvar, a equipe carioca precisa de seis pontos em cinco embates. Nos últimos dez, o Mais Tradicional só obteve dois triunfos. Um rebaixamento seria trágico para os planos da GDA Luma e de seu novo investidor. A queda representaria, obviamente, uma forte desvalorização do ativo.
Cadê o futuro dono do Botafogo?
De Alba, desde que escolheu assumir o Mais Tradicional, só veio ao Brasil uma única vez e só deve pintar novamente em terras cariocas quando o clube concluir todas as etapas da recuperação judicial. Em entrevistas, revelou planos ambiciosos para o Botafogo. No entanto, tudo pode ir por água abaixo.
Com Textor fora, o social do Botafogo acionou uma cláusula prevista no acordo original da sociedade (bônus de subscrição) para passar a deter 51% das ações da empresa, enquanto a GDA Luma não arremata a SAF do Mais Tradicional. Sendo assim, a participação da Eagle Bidco (do Godfather) foi reduzida para 49%. O associativo alegou o descumprimento de obrigações e falhas em aportes financeiros por parte da empresa do norte-americano.
Nesta semana, o Botafogo associativo anunciou que passou a ser dono de mais de 99% da SAF (Sociedade Anônima do Futebol). A Eagle, dona, até então, de 49%, tinha o prazo até a última segunda (26) para exercer o direito de compra de parte das novas ações emitidas em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Sendo assim, o associativo do Glorioso arrematou estas ações.
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