O proprietário da SAF do Botafogo, John Textor, acompanhou a atividade da equipe na manhã desta terça-feira (23), na zona oeste do Rio de Janeiro. Ao deixar o local, ele abordou a possível saída do defensor Alexander Barboza, que vem sendo observado por Palmeiras e Cruzeiro.
Segundo o dirigente, nenhuma das equipes formalizou proposta até o momento. Ele demonstrou serenidade diante das especulações envolvendo o atleta, que possui vínculo com o clube carioca até o fim de 2026 e, apesar de sondagens internas, ainda não entendeu o acordo vigente.
O investidor também tratou o tema com leveza, citando informações divulgadas em Minas Gerais que apontam o ex-comandante alvinegro Artur Jorge como possível peça-chave em uma negociação.
"É comum haver diálogo entre setores de futebol. No entanto, não houve oferta do Palmeiras. Ouvi dizer que o Artur Jorge, do Cruzeiro, estaria interessado no Barboza. Penso que ele deveria procurar seu colega, parceiro e auxiliar Franclim (hoje técnico do Botafogo). Caso queira um atleta, esse seria o caminho adequado. Mas isso não ocorreu. Não recebemos nenhuma investida do Cruzeiro. Talvez ele (Artur) esteja apenas nos provocando ou algo do tipo (risos). Ainda vamos tomar uma cerveja juntos. Vou polir nossa taça conquistada. Porém, ele precisa deixar nossos jogadores tranquilos", afirmou John Textor.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL EM PAUTA
Durante a conversa, John Textor também comentou o processo de reestruturação financeira iniciado pelo Botafogo nesta semana. O empresário declarou confiar na aprovação, em assembleia, de um novo investimento próprio na instituição e ressaltou que, neste cenário, é o único disposto a injetar recursos imediatamente. Um novo encontro está marcado para o dia 27, quando ele espera obter respaldo dos envolvidos.
"Peço que os acionistas parem de falar nos bastidores, parem de falar com os advogados. Vão para a reunião. O clube precisa de dinheiro, então coloque suas propostas, coloque o dinheiro. Eu fiz minha proposta, US$ 25 milhões do meu próprio capital. Eu estou tentando há algumas semanas que isso seja aceito pelos acionistas. Precisa de mais capital, então eu tenho parceiros que querem colocar o dinheiro ao meu lado."
"Nós tivemos uma boa decisão do juiz (na cautelar). Mas o clube precisa de capitalização, como quando eu cheguei no início. Eu não tinha restrições sobre o que eu poderia colocar, eu não tinha restrições sobre os jogadores que eu poderia assinar, e nós conseguimos pegar um clube de segunda divisão para nos tornar campeões da América do Sul com nossa própria independência. Conseguindo fazer essas decisões sem obstrução", comentou o americano.
O gestor da SAF alvinegra lida atualmente com diferentes disputas judiciais relacionadas ao modelo multiclubes estruturado nos últimos anos. Apesar disso, ele avalia que o relacionamento com a associação civil do Botafogo evoluiu recentemente e projeta maior adesão na próxima assembleia. Caso contrário, não descarta buscar a validação do aporte por meio da justiça.
— Se ninguém mais está colocando dinheiro, e eu, legalmente, não estou permitindo colocar dinheiro, a recuperação pré-judicial nos permite ir a um juiz e dizer, "ok, o dinheiro fala, o dinheiro está aqui para resolver os problemas". Eu disse na noite anterior que eu estou aberto a alguém fazer uma oferta de investimentos. Mas não há outro investidor, não estão encontrando — concluiu.