A SAF do Botafogo voltou a ser alvo de cobrança judicial por débitos tributários no estado do Rio de Janeiro. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) ingressou com uma ação para exigir o pagamento de aproximadamente R$ 400 mil relacionados ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Cobrança judicial envolve quase R$ 400 mil
Segundo os autos do processo, o valor atualizado da dívida chega a R$ 396.319,36, com base em cálculo realizado até 14 de abril. O montante refere-se a tributos estaduais que não teriam sido quitados pela SAF alvinegra.
O Botafogo foi acionado na Justiça na sexta-feira (17) pelos empresários de Danilo, que acusaram o clube de não pagar acordo por comissão na transferência do atleta. O valor exato cobrado é de R$ 6.6 milhões, em cumprimento provisório de sentença aberto pela empresa que agencia… pic.twitter.com/lCZn1dGN9a
— SportsCenter Brasil (@SportsCenterBR) April 20, 2026
A PGE-RJ solicita que a Justiça determine um prazo de cinco dias para a regularização do débito. Caso o pagamento não seja efetuado dentro desse período, o órgão pede autorização para adoção de medidas mais rígidas.
Risco de bloqueio de contas e penhora de bens
Entre as providências requeridas está o bloqueio de valores disponíveis nas contas do Botafogo. Se não houver saldo suficiente para cobrir a dívida, a Procuradoria solicita a busca por bens, como imóveis, que possam ser penhorados para garantir o pagamento integral, acrescido de juros, correção monetária e honorários advocatícios.
Essa não é a primeira ação do tipo enfrentada pelo clube carioca nas últimas semanas. No fim de março, a Justiça do Rio de Janeiro já havia determinado a citação do Botafogo em outro processo envolvendo cerca de R$ 1,5 milhão em tributos devidos ao governo estadual.
Situação financeira preocupa
Além das disputas judiciais, um relatório recente da Meden Consultoria apontou um cenário financeiro delicado para o clube. O estudo estima que o endividamento total do Botafogo gira em torno de R$ 2,753 bilhões.
Desse total, aproximadamente R$ 1,643 bilhão corresponde a obrigações de curto prazo — com vencimento em até um ano — enquanto R$ 1,111 bilhão refere-se a dívidas de longo prazo.
O documento também indica um prejuízo de R$ 287 milhões em 2025. Outro ponto de atenção destacado no laudo é a insuficiência de ativos de curto prazo para cobrir compromissos imediatos, o que pode representar risco à continuidade operacional da instituição.