Apesar de Tite classificar o Botafogo como "consistente e dominante" após a vitória por 1 a 0 sobre a já rebaixada Chapecoense, a atuação do time gerou críticas. O Glorioso marcou cedo com Tiquinho Soares e controlou a posse, mas esbarrou no goleiro rival, mostrou ritmo lento e falhas na recomposição defensiva. O triunfo garantiu alívio ao treinador em sua primeira vitória no Brasileirão de 2026, evitando novo vexame, mas expôs a urgência de ajustes táticos e maior intensidade na equipe.
Adenor Leonardo Bachi, o Tite, classificou o Botafogo como "consistente" e "dominante" após o magro score de 1 a 0 sobre a Chapecoense, no Estádio Nilton Santos, no último sábado (17). O Glorioso recebeu o último colocado do Campeonato Brasileiro. Com 99,9% de chances de queda, o adversário do Mais Tradicional chegou ao Rio de Janeiro já condenado ao rebaixamento. Sem a adrenalina do campo, são dois adjetivos que merecem uma análise mais cuidadosa. Alerta, portanto, de corneta.
Tite argumentou que o Botafogo teve predominância durante 80% do cotejo, com diversas oportunidades criadas, principalmente durante o segundo ato do espetáculo no Engenho de Dentro. O time, no entanto, esbarrou na "Síndrome de Arcanjo", goleiro que ninguém sabe de onde veio e vira o Gordon Banks diante do escrete alvinegro. O keeper do Vitória, em 2025, inaugurou este expediente. Obviamente, depois de fechar o gol, Anderson, da Chapecoense, está fadado a um frango homérico no próximo embate do quadro catarinense no torneio nacional.
Falta pouco para acabar a Via Crucis
Até a metade do primeiro tempo, o Botafogo cumpriu as ideias do professor Tite: controlar a bola, tocar mais curto e ir cansando o rival, mesmo que a equipe não avance em progressão toda hora. O comandante gaúcho pede um time que saiba, com exatidão, o momento de acelerar no último terço. Com a vantagem cedo, graças a uma cabeçada mortal de Tiquinho, o Glorioso conseguiu exercer este controle. No entanto, o tempo foi passando, com o placar inalterado e um final de primeiro tempo moroso. Os problemas, então, recorrentes, reapareceram.
Além de não conseguir ampliar o marcador e construir um resultado para referendar o tamanho da diferença entre os dois elencos, o Botafogo mostrou deficiências quando não tem a bola e na recomposição. Falta intensidade, imposição, mais duelos vencidos e melhores ajustes na transição defensiva. Montoro, por exemplo, sempre demora para voltar na marcação. O Monstrinho precisa ser exigido neste aspecto. Alguns ataques também terminaram em contra-ataques do adversário. A sorte é que a Chapecoense é inofensiva, algo que garantiu a Tite a narrativa de "consistência" durante a entrevista coletiva, no Colosso do Subúrbio. Afinal, o goleiro Batista praticamente não trabalhou no arco preto e branco.
Somente depois do nono confronto, somando as passagens por Cruzeiro e Botafogo, Tite, enfim, venceu no Brasileirão de 2026. Por isso, sua expressão era de alívio na conversa com os jornalistas, no último fim de semana, na Versalhes carioca. O triunfo era inegociável para o Botafogo e qualquer outro resultado configurava mais um vexame em um ano frustrante. Adenor, certamente, retirou um peso das costas. Falta, agora, dar uma cara melhor ao Fogão e assinar logo o passaporte para o Brasileirão de 2027.
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.