Briga entre Botafogo SAF e Eagle será resolvida em Tribunal Arbitral

TJ-RJ extingue processo e determina Arbitragem para resolver disputa entre as partes; John Textor segue no comando da SAF

25 mar 2026 - 14h30
(atualizado às 14h30)
Justiça extingue processo da Eagle contra Botafogo SAF, de John Textor –
Justiça extingue processo da Eagle contra Botafogo SAF, de John Textor –
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Jogada10

A exemplo do Vasco, o Botafogo também resolverá as pendências de sua SAF num Tribunal Arbitral. Afinal, a Justiça do Rio de Janeiro extinguiu o processo da Eagle Football Holdings/Ares Management contra o Glorioso, de John Textor, já que há cláusula de arbitragem no contrato entre as partes.

A decisão se deu na última terça-feira (24/3) através de pedido da Eagle/Ares. Assim, a Justiça também determinou que as decisões liminares prévias devem ser mantidas, segundo informações do "ge", confirmadas pelo Jogada10. Em suma, John Textor, dono da SAF do Botafogo, segue no comando até o fim da Arbitragem, que ainda não tem data para começar.

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Justiça extingue processo da Eagle contra Botafogo SAF, de John Textor –
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Jogada10

O Tribunal Arbitral é basicamente um "tribunal privado", cuja decisão detém força de sentença judicial. Cada parte escolhe um "árbitro" (com consentimento do outro lado), com um terceiro nome neutro escolhido em comum acordo.

No começo de março, a Eagle Bidco, através de advogados contratados pela Ares, falou à Justiça que a disputa deveria ocorrer através do Tribunal Arbitral. Houve concordância por parte da SAF, desde que as decisões vigentes fossem mantidas.

Novo capítulo de imbróglio

O clube social do Botafogo entende que há falta de transparência e prepara uma ação na Justiça com o intuito de obter informações. Além disso, ainda há uma suspeita de fraude de John Textor no aporte previsto para compra do clube, em 2022.

Não é a primeira vez que o associativo cobra transparência de John Textor. Dessa forma, o clube social já enviou três notificações para a divulgação de documentos e transações. Recentemente, houve uma solicitação durante o processo de negociação do empréstimo para pagar a dívida por Thiago Almada, que gerou o transfer ban. O clube associativo é detentor de 10% das ações. Dessa forma, o Acordo de Acionistas do Botafogo prevê que o clube associativo atue como uma espécie de órgão fiscalizador da SAF.

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