Depois de uma frustrante temporada, o Botafogo guardou algumas surpresas na despedida de 2025 para desespero da torcida. Pouco antes do fim do ano que se encerrou, o clube perdeu o capitão Marlon Freitas para o Palmeiras.
A saída do volante foi uma ducha de água fria nos alvinegros. Marlon deixou para trás a idolatria e optou por recomeçar do zero justamente em um dos principais rivais no cenário nacional. Foi como se rasgasse a bandeira com o seu rosto que tremulava na arquibancada do Nilton Santos. Não pensou duas vezes, apesar de não ter visto um grande esforço da diretoria para segurá-lo.
Se não bastasse mais essa decepção, no finzinho de 2025, ainda havia outra. A imposição do transfer ban pela Fifa, o que proíbe o Glorioso de contratar por três janelas. Motivo: o calote no pagamento de 21 milhões de dólares ao Atlanta United pela contratação de Thiago Almada, meia argentino que foi fundamental na conquista dos títulos da Libertadores da América e do Brasileiro, em 2024.
Nova era de Textor não chegou
Proprietário do Botafogo, John Textor parece cada vez mais enrolado com as brigas judiciais envolvendo o controle do grupo Eagle e vive fazendo promessas que não se sustentam. Os dirigentes do clube garantem que logo se acertam com o Atlanta United, resolvem o transfer ban e colocam tudo nos trilhos.
A verdade é que, após a histórica temporada de 2024, os torcedores achavam que estavam entrando em uma nova era. Porém, Textor parece estar contaminado por um dos piores males do futebol brasileiro: a política do calote. Joga alto, empurra dívidas com a barriga e aposta sempre mais. Apavorada, a torcida começa a ver o fantasma de velhos tempos no retrovisor. Que tudo não passe de um susto…
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