O GP da Holanda se mostrou uma corrida em que a Ferrari não conseguiu converter seu forte ritmo de corrida no melhor resultado possível. Segundo Fred Vasseur, isso aconteceu por conta de uma qualificação difícil e execução da prova abaixo do esperado. Agora, o chefe de equipe aponta o próximo alvo da Scuderia.
Mesmo com Lewis Hamilton e Charles Leclerc terminando atrás de George Russell em Zandvoort, Vasseur acredita que o ritmo da Ferrari foi melhor que o da Mercedes. Porém, a corrida se tornou complicada porque nenhum dos pilotos conseguiu largar em uma posição melhor que a terceira fila na sessão qualificatória. A equipe também não aproveitou todas as oportunidades para ganhar mais posições durante a prova.
Nesse contexto, como destacou Vasseur, o ritmo de corrida não era um problema para a equipe na Holanda, mas o fim de semana se tornou difícil, pois não foi extraído um bom desempenho na sessão de sábado.
"Acho que o ritmo neste fim de semana foi bom, pelo menos nas duas corridas. Se perdemos alguma coisa neste fim de semana, foi principalmente na qualificação. Não na qualificação da sprint, mas na qualificação [principal], tivemos uma preparação ruim com uma volta de aquecimento e coisas do tipo”.
O chefe de equipe também reconheceu que a execução da corrida não foi ideal. A Scuderia perdeu posições após a segunda largada com Leclerc, após a bandeira vermelha. Além de enfrentar um pit stop lento com o monegasco. Para Vasseur, esses fatores dificultaram a recuperação, embora o carro tenha permanecido competitivo.
Na sessão qualificatória para a corrida sprint, na sexta-feira, Leclerc conquistou o terceiro lugar, apenas 0s055 atrás do melhor tempo de Russell, enquanto Hamilton terminou em sexto, a 0s624 da pole position. Já no sábado, ambos os pilotos da Ferrari tiveram dificuldades para aquecer os pneus, o que, segundo o britânico, foi o principal fator para largarem de quinto e sexto.
Hamilton também explicou que, mesmo após realizar uma volta de aquecimento e outra de reconhecimento, os pneus ainda não estavam preparados para a primeira curva. O problema foi mais evidente no primeiro setor, onde a Ferrari perdeu a maior parte do tempo antes de os compostos melhorarem ao longo da volta.
Ao ser questionado se a equipe atualizaria o carro ou esperaria até a introdução da nova versão de sua unidade de potência, Vasseur disse que a equipe precisa entender melhor como trabalhar com os pneus para voltas rápidas na qualificação. Apesar disso, a qualificação não é sempre um ponto fraco da Ferrari.
"Com certeza, é sempre melhor ter uma aerodinâmica melhor, uma suspensão melhor, um motor melhor, isso sempre ajuda. Acho que se errarmos alguma coisa na qualificação, mas isso não aconteceu durante toda a temporada. Tivemos algumas corridas, como em Spielberg, em que nos saímos melhor na qualificação. Largamos na primeira fila, em segundo e em terceiro, e tivemos um pouco mais de dificuldade na corrida”.
Vasseur destacou que a preparação da volta de aquecimento e a gestão dos pneus são determinantes na qualificação, mas exigem uma abordagem diferente daquela utilizada durante a corrida. Na Holanda, a Ferrari teve um desempenho razoável na sprint, mas as condições mais frias complicaram o trabalho no sábado. Segundo ele, com a disputa apertada no grid, pequenas diferenças podem representar grandes mudanças; como na sprint, em que quatro pilotos ficaram separados por apenas seis centésimos.
"Se temos que aprender algo com o fim de semana, não se trata do potencial puro. Trata-se mais da execução nesses dois dias. Conseguimos ter um bom desempenho em alguns momentos do fim de semana, mas temos que estar sempre presentes”.
Após o GP da Holanda, a Ferrari ocupa a segunda posição na classificação, 87 pontos atrás da Mercedes, enquanto a McLaren se aproxima da briga rapidamente. A equipe papaya venceu as duas últimas corridas com Lando Norris, reduzindo a diferença para a Scuderia em 75 pontos antes da próxima etapa: o GP da Itália.