Em meio a investigações da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) após o GP da China, George Russell rompeu o silêncio e defendeu a Mercedes das acusações levantadas pela Ferrari sobre uma suposta irregularidade aerodinâmica. O piloto britânico afirmou que o fechamento em duas etapas da asa dianteira do W15, apelidada de "asa bifásica", não foi intencional, não traz ganhos de desempenho e classificou as queixas dos adversários como uma tentativa injusta de prejudicar a equipe.
A polêmica ganhou força após a etapa de Xangai, quando imagens sugeriram que a asa dianteira da Mercedes levava cerca de 800 milissegundos para fechar nas retas, o dobro do tempo permitido pelo regulamento. A situação levou a escuderia italiana a acionar a entidade reguladora em busca de explicações formais.
No entanto, Russell foi contundente ao explicar que a equipe está, na verdade, lidando com um contratempo mecânico indesejado. “Na China, todos viram que a asa dianteira se fecha em duas etapas. Isso não é algo feito de propósito e definitivamente não traz nenhuma vantagem. Pelo contrário, é um problema e estamos tentando resolvê-lo”, pontuou o piloto.
O britânico também detalhou as complexidades envolvidas no funcionamento do componente sob alta velocidade, contrastando com a mecânica da asa traseira (DRS). “Tecnicamente, também não sei exatamente o que está acontecendo, mas a situação da asa dianteira é muito complicada. Na asa traseira, ao fechar, o vento ajuda você. Mas a asa dianteira precisa trabalhar contra o vento. Fechá-la a 300 km/h na reta não é nada fácil”, concluiu.
Além de justificar a falha técnica, Russell demonstrou insatisfação com a postura da rival, sugerindo que há um esforço para minar o bom momento da Mercedes. Para ele, as tentativas de penalizar a equipe "não são justas". A Fórmula 1 retorna à pista neste fim de semana para a disputa do Grande Prêmio do Japão, onde a equipe alemã correrá com uma pintura especial na mesma asa dianteira, e os olhares da FIA seguirão atentos.