Gabriel Bortoleto não escondeu a surpresa com o desempenho da Audi na classificação para o GP do Azerbaijão. Pela primeira vez na temporada, os dois carros da equipe foram eliminados ainda no Q1, com o brasileiro e Nico Hülkenberg sem ritmo para avançar à segunda parte da sessão.
Logo após a classificação, Bortoleto concedeu entrevista ao jornalista Marcelo Courrege, do Grupo Globo, e foi questionado sobre a relação entre o resultado e o pacote de atualizações levado pela Audi para Baku.
O brasileiro reconheceu que algumas mudanças parecem ter funcionado, enquanto outras ainda precisam ser analisadas pela equipe.
“Óbvio que a gente trouxe um grande pacote de atualização que algumas coisas indicam que funcionaram, outras parecem que, sinceramente, não. É ainda muito confuso, a gente precisa de tempo para analisar.”
Bortoleto também evitou apontar imediatamente quais problemas foram responsáveis pelo desempenho abaixo do esperado. Segundo o piloto, a falta de tempo entre o fim da sessão e a entrevista dificultava uma avaliação definitiva.
“A gente sai direto do carro e vem para cá. A gente não tem nem tempo de falar com os engenheiros antes, então não consigo te explicar o porquê.”
O brasileiro ainda reforçou que não queria fazer uma análise precipitada sobre as atualizações.
“Eu não vou ficar colocando o que deu errado, porque eu não tenho certeza e eu não quero falar algo que eu não tenho certeza.”
Apesar da bandeira amarela encontrada em sua última tentativa, Bortoleto avaliou que o principal problema da Audi em Baku foi a falta de desempenho ao longo de todo o fim de semana.
“Eu acho que os dois carros no final de semana todo sofreram muito. Acho que todas as sessões a gente não conseguiu estar melhor do que P15, eu acho, só o FP1. Mas FP2, FP3, a gente está 15º, 16º.”
Na última volta do Q1, o piloto da Audi precisou diminuir o ritmo após encontrar uma bandeira amarela no último setor. Mesmo sem o incidente, porém, ele acredita que teria dificuldades para avançar.
“De qualquer maneira, eu acho que mesmo se eu passasse para o Q2, eu ia ficar ali atrás. Não tinha muito como ir para frente, a gente estava faltando ritmo.”
Bortoleto também explicou que a equipe tentou reagir rapidamente ao perceber a necessidade de uma nova tentativa. O problema, segundo ele, foi a dificuldade de encontrar uma posição adequada na pista em meio ao tráfego.
“Não é que a gente ficou esperando no box também. A gente literalmente voltou para o box, fez um pit stop com o pneu novo e saiu. Então não tinha muito como se reposicionar ali.”
O brasileiro ainda destacou que suas primeiras voltas normalmente apresentam um bom desempenho em relação ao companheiro de equipe. Na classificação em Baku, porém, a vantagem não foi suficiente para colocar a Audi no Q2.
“Hoje a minha primeira volta foi um segundo mais rápida do que a do meu companheiro e a segunda volta foi cinco décimos.”
Para Bortoleto, esse desempenho reforça a avaliação de que a dificuldade estava principalmente no ritmo geral do carro.
“Realmente a gente não tem ritmo, porque normalmente com esse tipo de volta, se eu fizesse em outra classificação, quando a gente tem o ritmo que a gente tem normalmente com o carro, eu teria passado facilmente.”
A Audi agora terá de analisar os dados coletados em Baku para compreender o comportamento do novo pacote de atualizações e identificar quais mudanças podem ser aproveitadas nas próximas etapas da temporada.