F1: Ferrari desconfia que Mercedes esconde jogo com novo motor

Ferrari crê que rival alemã mascara ritmo real na pista para evitar que a FIA libere atualizações corretivas para as outras equipes

20 mar 2026 - 10h45
Scuderia italiana desconfia que a rival controla o ritmo apenas para evitar a liberação de atualizações pela FIA
Scuderia italiana desconfia que a rival controla o ritmo apenas para evitar a liberação de atualizações pela FIA
Foto: Mercedes AMG F1 Team / Reprodução

A temporada de 2026 da Fórmula 1 mal começou, mas a batalha nos bastidores políticos já está a todo vapor. A Ferrari tem uma suspeita clara: a Mercedes está escondendo intencionalmente o verdadeiro potencial de sua nova unidade de potência. O objetivo da equipe alemã seria manter sua vantagem sob controle para não ultrapassar a marca de 2% de superioridade em relação às rivais. Pelas novas regras da FIA, um déficit comprovado acima dessa margem daria à Ferrari e a outras fabricantes o direito de realizar melhorias cruciais no desenvolvimento de seus motores.

Com a transição para os novos regulamentos de motores, a Mercedes largou na frente, aproveitando áreas cinzentas das regras para garantir uma nítida vantagem de velocidade em reta e eficiência elétrica. Segundo estimativas ligadas à Ferrari, o déficit atual da equipe italiana é de pelo menos 15 cavalos de potência em comparação à rival. Esse número colocaria a escuderia dentro da zona que a qualifica para receber autorização para implementar atualizações corretivas.

Publicidade

Contudo, internamente, a Ferrari acredita que a Mercedes esteja praticando o famoso sandbagging (segurando o desempenho de propósito para mascarar sua verdadeira força). Se a vantagem real do motor de Brackley ficasse evidente nos dados de simulação e pista da FIA, equipes como Audi, Honda, Red Bull e a própria Ferrari teriam passe livre para evoluir. Para Enrico Gualtieri, diretor técnico da Ferrari, o sinal verde da entidade seria vital para corrigir os problemas do motor de combustão interna (ICE), considerado a principal fraqueza do atual carro de Maranello.

A avaliação oficial que definiria esses direitos de atualização estava inicialmente marcada para ocorrer após a sexta etapa, em Miami. No entanto, com os recentes cancelamentos das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita, o prazo exato do "ponto de corte" da FIA ainda está sob forte discussão. Até lá, o xadrez político continua: a Ferrari foca em provar que está em desvantagem suficiente para ganhar o direito de evoluir seu pacote, enquanto a Mercedes tenta manter sua dominância disfarçada, freando a atualização dos adversários.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se