F1: Daniel Ricciardo admite sentimento de humilhação após saída da Fórmula 1

Australiano relembrou a saída da categoria em 2024 e afirmou que hoje é grato pela decisão que encerrou sua trajetória.

28 out 2026 - 12h55
Foto: Reprodução / F1

Daniel Ricciardo abriu o jogo sobre o impacto emocional de sua saída da Fórmula 1, em 2024. Em entrevista ao podcast oficial F1 Beyond The Grid, o australiano revelou que inicialmente encarou o fim da carreira na categoria com sentimentos de fracasso, humilhação e tristeza, mas afirmou que hoje consegue olhar para sua trajetória com orgulho.

O ex-piloto deixou a Fórmula 1 após o Grande Prêmio de Singapura de 2024, em meio a uma temporada difícil pela Racing Bulls. Ao longo de sua passagem pela categoria, entre 2011 e 2024, Ricciardo conquistou oito vitórias e 24 pódios, além de se tornar um dos nomes mais populares do grid por seu estilo agressivo de pilotagem e personalidade descontraída.

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“Minha visão era de que eu estava fracassando, de que não estava apresentando o nível necessário naquele momento ou de que não conseguiria terminar a temporada. Era uma sensação de humilhação, como se eu tivesse falhado e não conseguisse mais fazer o que fazia antes”, contou.

O australiano também revelou que, nos meses seguintes à saída, tentava esconder a dor que sentia. Apesar de parecer estar bem publicamente, enfrentava dificuldades para aceitar o encerramento de uma trajetória que começou ainda na infância, quando sonhava em disputar títulos mundiais e vencer corridas na principal categoria do automobilismo.

Ricciardo reconheceu que ainda não gosta da maneira como sua passagem pela Fórmula 1 terminou, mas afirmou que passou a compreender a decisão da Racing Bulls de substituí-lo por Liam Lawson. Para o australiano, o encerramento daquele ciclo permitiu que descobrisse uma vida fora das pistas.

O piloto revelou que já havia pensado em abandonar as corridas em outros momentos da carreira, incluindo após o GP de Mônaco de 2022 e em Silverstone, em 2015. Segundo ele, a pressão externa e os incentivos para continuar competindo poderiam ter prolongado sua trajetória, mesmo quando já não tinha certeza de que queria permanecer.

“Eu ainda não gosto de como tudo terminou, mas existe uma parte de mim que é grata por eles terem tomado essa decisão, porque eu não gostaria de estar correndo agora”, afirmou.

O orgulho pelas conquistas na Fórmula 1

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Apesar das dificuldades enfrentadas no fim da carreira, Ricciardo afirmou que hoje consegue reconhecer a dimensão de suas conquistas com mais tranquilidade. Entre os momentos marcantes estão as vitórias nos GPs de Mônaco e da Itália, em Monza, além das oito triunfos conquistados na categoria.

O australiano também refletiu sobre a dificuldade de compreender a própria trajetória enquanto ainda estava competindo, especialmente por fazer parte de um grupo tão restrito de pilotos que chegam à Fórmula 1.

“Agora que estou em um momento mais equilibrado, tenho muito orgulho. Em muitos sentidos, fico até impressionado por tudo ter acontecido”, declarou.

Ricciardo ainda não definiu se voltará a competir em outra categoria do automobilismo. Por enquanto, o ex-piloto demonstra estar em uma fase de reflexão sobre a carreira e de adaptação à vida longe da Fórmula 1, reconhecendo tanto as frustrações do encerramento quanto a importância de tudo o que conquistou ao longo de mais de uma década no esporte.

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