Em entrevista exclusiva à Motorsport Italia, Gabriel Bortoleto falou sobre os desafios de sua trajetória na Fórmula 1, a diferença entre seu momento e o de outros jovens pilotos e a confiança no projeto da Audi.
Enquanto Kimi Antonelli e Isack Hadjar já conquistaram pódios na categoria, o brasileiro trabalha para ajudar a equipe alemã a crescer e acredita que a paciência será fundamental para alcançar seus objetivos. Bortoleto conhece bem os dois pilotos, com quem dividiu boa parte da carreira nas categorias de base. Apesar de acompanhar o sucesso dos rivais, ele afirma confiar em suas próprias capacidades e entende que cada um tem seu tempo.
“Vejo Hadjar, mas também Kimi. São os dois da minha geração que estão conquistando pódios. Corri a vida inteira com eles e fui bem nos confrontos nas categorias de base. Conheço minhas capacidades, mas preciso ter paciência. Cada um tem seu caminho. Vamos ver onde estaremos daqui a 20 anos."
O brasileiro reconhece que a realidade na F1 é diferente daquela que viveu antes de chegar à categoria. Depois de disputar títulos e vencer nas divisões inferiores, agora precisa se concentrar em conquistar pontos, sem ter um carro capaz de lutar regularmente pelas primeiras posições.
Apesar disso, Bortoleto não vê a Audi apenas como uma etapa antes de uma possível transferência para uma equipe de ponta. Sua motivação está em participar do crescimento do time e continuar na escuderia quando ela estiver pronta para disputar vitórias.
“O que me motiva é o projeto do qual faço parte. Não estou em uma equipe que pretende continuar onde está hoje. É um time que melhora a cada ano e tem um plano claro de longo prazo. Espero olhar para trás e ver que esse caminho nos levou ao topo."
Para se preparar para esse futuro, o piloto busca conselhos de Mattia Binotto, responsável pelo projeto da Audi, e de Max Verstappen. Com Binotto, conversa sobre os desafios de construir uma equipe vencedora; já com o tetracampeão, procura entender como a Red Bull se desenvolveu antes de alcançar o título mundial.
Bortoleto também relembrou os sacrifícios da família ao longo de sua trajetória e a emoção de receber a confirmação de que seria titular da Audi em 2025.
"Naquele dia, durante a chamada de vídeo, pensei que era uma grande conquista para mim, mas ainda maior para meu pai e minha mãe. Todos os sacrifícios valeram a pena.”
Agora, seu foco está em continuar evoluindo para aproveitar as oportunidades quando a equipe tiver condições de brigar pelas primeiras posições.
Questionado sobre onde espera estar daqui a cinco anos, o brasileiro não escondeu a ambição: espera conquistar títulos mundiais, de preferência com a Audi. A confiança no projeto e a paciência para atravessar a fase de desenvolvimento da equipe são parte central de sua aposta para o futuro da Fórmula 1.