A Aston Martin começou a temporada com muitas expectativas que não se concretizaram. Estima-se que o motor Honda tenha um déficit de 100 cv em relação à Mercedes, atualmente a melhor. O desempenho fraco frustrou qualquer possibilidade de atrair pilotos de ponta, e a equipe ainda não demonstra maturidade para competir entre as líderes. Nesse cenário, Fernando Alonso segue como a principal aposta do time.
A decepção com a Honda é evidente. Após o sucesso com a Red Bull, esperava-se que os japoneses começassem fortes sob o novo regulamento, mas o retorno foi marcado por falhas graves. Problemas de vibração e confiabilidade prejudicaram o desempenho, levando Alonso a terminar apenas em 18º no Japão, embora isso já representasse uma melhora em relação ao desastre na Austrália.
A relação entre Aston Martin e Honda também sofreu abalos. Andy Cowell foi criticado por falhas de comunicação com os engenheiros japoneses, e sua saída do cargo de chefe de equipe ocorreu por conta disso. Adrian Newey chegou a responsabilizar publicamente a Honda pelo mau desempenho, gerando tensão. Ainda assim, um grupo de trabalho emergencial foi criado para buscar soluções, e alguns avanços já foram feitos na redução das vibrações.
Apesar disso, o AMR26 segue quatro segundos atrás dos líderes e com déficit de cerca de 95 cavalos em relação à concorrência. A Honda promete investir em pessoal e recursos, mas mudanças significativas só devem chegar no meio da temporada. Mesmo com o sistema ADUO, não se espera que a Honda consiga incomodar as rivais neste ano. Enquanto isso, Newey tenta melhorar o chassi e a aerodinâmica, e Lawrence Stroll encara a temporada como um período de transição, esperando que o carro não entre para a lista dos fracassos do engenheiro britânico.