F1: Antonelli é comparado a Senna, mas Wolff freia empolgação na Mercedes

Chefe da equipe destaca evolução do jovem italiano, mas rejeita paralelos com o tricampeão brasileiro e pede cautela diante da pressão

22 abr 2026 - 10h53
Kimi Antonelli após a vitória no Grande Prêmio Do Brasil
Kimi Antonelli após a vitória no Grande Prêmio Do Brasil
Foto: Reprodução / Instagram

O jovem Kimi Antonelli segue chamando atenção na Fórmula 1, mas dentro da Mercedes o discurso é de cautela. Apesar do talento precoce e das comparações que surgem com Ayrton Senna, o chefe da equipe, Toto Wolff em entrevista a Reuters, deixou claro que não vê esse tipo de paralelo com bons olhos.

Aos 19 anos, Antonelli já entrou para a história como o piloto mais jovem a liderar o Mundial de F1, o que naturalmente aumentou as expectativas ao seu redor. Fãs e parte da imprensa têm apontado semelhanças, tanto no estilo quanto na imagem, com o ídolo brasileiro, algo que o próprio piloto nunca esconde admirar. O número #12, por exemplo, é uma homenagem direta a Senna.

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No entanto, Wolff reforça que o momento exige equilíbrio:“Falando sobre Kimi, sempre fomos muito claros sobre os objetivos, que prevíamos um primeiro ano de aprendizado, marcado por ótimos desempenhos e momentos positivos, mas também por dificuldades. É exatamente isso que vimos. Agora estamos no segundo ano e ele continua a evoluir exatamente como esperávamos e havíamos previsto”.

O chefe da Mercedes também destacou que a evolução do italiano segue dentro do esperado, mas alertou para o peso das comparações precoces: “Naturalmente, na Itália todos querem falar de títulos e acabam fazendo comparações com Ayrton Senna. Não é algo que me agrada ver, porque não podemos esquecer que ele tem 19 anos. De qualquer forma, ele está lidando muito bem com a pressão”.

Mesmo assim, Antonelli tem lidado bem com o cenário: “Em certos momentos, nós o apoiamos; em outros, também colocamos um pouco mais de pressão sobre Kimi. Mas, no geral, tudo está correndo como prevíamos”.

Fora das pistas, o respeito pelo legado de Senna segue evidente. Em sua primeira visita ao Brasil como piloto da F1, Antonelli chegou a visitar o túmulo do tricampeão em São Paulo, descrevendo o momento como emocionante, um sinal de que, apesar das comparações evitadas pela equipe, a inspiração continua presente.

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