Em meio a um começo de temporada desafiador para a nova parceria entre Aston Martin e Honda, Fernando Alonso mantém o foco e o otimismo para o Grande Prêmio da China. O bicampeão mundial destacou a urgência de acumular quilometragem e declarou estar "pronto para ajudar o máximo que puder" para superar os problemas de confiabilidade que limitaram a equipe na etapa de abertura, na Austrália.
Na primeira prova do campeonato, a Aston Martin precisou restringir o tempo de pista do carro para poupar componentes da unidade de potência. Agora, em Xangai, o objetivo de Alonso é voltar ao básico e completar todas as sessões.
"Ficarei feliz se sairmos da China com treinos livres e uma classificação mais ou menos normais, acumulando voltas, e se pudermos tentar fazer a corrida completa no domingo", explicou o espanhol durante coletiva de imprensa. O piloto ressaltou que, se as equipes rivais do grid ainda não estão com seus carros totalmente otimizados, a situação da Aston Martin exige urgência. "Estamos na estaca zero, então limitamos as voltas. Precisamos muito treinar e encontrar a janela de funcionamento do carro no lado do chassi."
Alonso reconheceu que o início da colaboração com a Honda tem sido acidentado, mas adotou um tom maduro e colaborativo. O veterano sugeriu, inclusive, o remanejamento de recursos da própria Aston Martin para auxiliar a montadora japonesa no desenvolvimento do motor.
"Somos uma só equipe. É um começo turbulento, mas espero que não dure muito tempo", ponderou. "Não será uma solução imediata também, mas estou pronto para ajudar no que for possível. Posso trabalhar mais duro e tentar ajudar a Honda alocando alguns recursos que a Aston Martin possui diretamente para a unidade de potência."