A Formula 1 segue estudando alternativas para recuperar uma das etapas canceladas da temporada 2026. Segundo a Liberty Media, dona da categoria, a Fórmula 1 trabalha “em ritmo acelerado” para monitorar a situação no Oriente Médio e avaliar a possibilidade de reincluir uma corrida no calendário ainda neste ano.
Os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita foram cancelados antes do início da temporada devido ao conflito envolvendo o Irã, o que abriu um intervalo de cinco semanas entre as etapas do Japão e de Miami.
Apesar do cancelamento, a categoria nunca descartou oficialmente a possibilidade de retorno das provas, mantendo aberta a chance de reorganizar o calendário caso o cenário geopolítico apresente melhora nos próximos meses.
O CEO da Liberty Media, Derek Chang, afirmou que o bem-estar de todos os envolvidos continua sendo prioridade, mas admitiu que existe a possibilidade concreta de remarcar uma corrida para o fim da temporada.
Segundo ele, o presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e toda a equipe da categoria seguem acompanhando a situação constantemente.
Internamente, as equipes foram atualizadas sobre os cenários possíveis durante o fim de semana do GP de Miami. A expectativa é que qualquer decisão definitiva aconteça apenas após o recesso de verão europeu, quando haverá uma visão mais clara sobre a estabilidade da região.
Neste momento, duas possibilidades aparecem como as mais viáveis para encaixar uma etapa extra no calendário.
A primeira seria utilizar o fim de semana entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura, no início de outubro. Nesse cenário, o Bahrein surge como principal candidato para receber a corrida, criando uma rodada tripla antes da sequência Estados Unidos, México e Brasil.
A outra alternativa exigiria mudanças maiores na reta final da temporada. Uma das ideias discutidas seria transferir o GP da Arábia Saudita ou do Bahrein para o dia 6 de dezembro e adiar a etapa final de Abu Dhabi para a semana seguinte.
Embora ainda não exista confirmação oficial, a Fórmula 1 mantém aberta a possibilidade de recuperar uma das provas caso a situação internacional apresente evolução positiva nos próximos meses.