F1 2026: Audi e os quatro anéis que moldaram sua história

Os quatro anéis da Audi não são apenas um símbolo: representam a união histórica de quatro marcas que moldaram o futuro da montadora.

10 jan 2026 - 19h50
Foto: Divulgação / Audi

A Audi fará sua estreia na Fórmula 1 em 2026, trazendo consigo um legado marcante em diversas categorias do automobilismo. Ao longo da história, a marca conquistou vitórias emblemáticas sempre acompanhadas de inovações tecnológicas.

O significado dos quatro anéis

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Concessionárias da Auto Union durante os anos 1930, com as quatro marcas sendo representadas
Foto: Divulgação / Audi AG

A logomarca dos quatro anéis é tão icônica quanto as conquistas da Audi nas pistas. A empresa tem origem na Saxônia e foi fundada em 1909. Em 1932, durante a crise econômica, uniu-se à Horch, DKW e Wanderer para formar a Auto Union. Cada marca atuava em um segmento específico:

  • Audi: carros médios e esportivos, reconhecidos pela inovação e desempenho em subidas de montanha.
  • Horch: carros de luxo.
  • DKW: motocicletas e carros compactos.
  • Wanderer: bicicletas, motocicletas e carros médios

Para simbolizar essa união, foi criada a logomarca com quatro anéis entrelaçados.

Informe publicitário da Auto Union, publicado em 1932
Foto: Divulgação / Audi AG

Apesar da fusão, as quatro empresas continuaram produzindo veículos com suas próprias marcas, utilizando apenas o símbolo da Auto Union. O nome Auto Union foi usado principalmente para a divisão de motorsport, que competiu entre 1934 e 1939, até a interrupção causada pela Segunda Guerra Mundial. Por estar localizada na Saxônia, após o conflito as instalações ficaram no lado oriental socialista da Alemanha. Em 1948, o governo decidiu extinguir a marca.

Renascimento e expansão

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DKW 3-6
Foto: Calreyn88 / Wikimedia Commons

Em 1949, ex-funcionários refundaram a empresa no lado ocidental, em Ingolstadt, Baviera, onde permanece até hoje a sede mundial da Audi. Inicialmente, a produção focava em motocicletas e carros compactos com motores de dois tempos, sob a marca DKW.

Em 1958, a empresa foi adquirida pela Daimler-Benz (Mercedes-Benz), mas sem obter lucros, a participação foi vendida em 1964.

Em 1965, a marca foi comprada pelo Grupo Volkswagen. Na época, o grupo vivia grande sucesso com o Fusca e suas variantes, mas buscava uma marca para competir no segmento esportivo contra Mercedes-Benz e BMW. A DKW não atendia a esse propósito, e assim ressurgiu a Audi, com o modelo F103, que rompeu a tradição da DKW ao adotar motores de quatro tempos.

Em 1967, os últimos DKW foram produzidos e a Audi consolidou-se como marca única. Em 1969, após a compra da NSU, fabricante de motocicletas e carros com motores rotativos, surgiu a Audi NSU Auto Union AG. Comercialmente, apenas o nome Audi foi mantido. Desde então, a montadora vem colecionando triunfos no automobilismo.

Legado no automobilismo

Os 13 vencedores em Le Mans
Foto: Divulgação / Audi AG

Nos anos 1980, a Audi revolucionou o Rally ao ser a primeira a utilizar tração integral, dominando a categoria. Em Le Mans, onde conquistou 13 vitórias, alcançou um feito histórico em 2006 ao triunfar com o primeiro carro movido a diesel, os lendários TDI. Em 2012, voltou a inovar ao vencer com um motor híbrido, tecnologia que a Fórmula 1 só adotaria dois anos depois. Mais recentemente, em 2024, a Audi celebrou sua primeira vitória no Dakar com um carro impulsionado por motor elétrico, reafirmando sua vocação pioneira. Agora, a marca se prepara para enfrentar o maior palco do automobilismo mundial: a Fórmula 1, onde pretende escrever um novo capítulo de sua trajetória de inovação.

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A Audi não entra na categoria apenas para participar: tem como meta disputar títulos até 2030. Com um histórico de conquistas no automobilismo, quem pode duvidar da força do time alemão?

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