A Fórmula 1 anunciou mais um ajuste para a temporada de 2026, dessa vez no formato da classificação, em resposta à entrada da Cadillac, que chega elevando o total de carros para 22, sendo dois a mais do que nos últimos anos. A mudança, já prevista no regulamento esportivo da Federação Internacional do Automóvel (FIA), visa manter a tradicional luta pelos dez melhores lugares no Q3, mas aumenta a dificuldade.
O sistema de qualificação continuará dividido em três fases: Q1, Q2 e Q3, com as durações conhecidas pelos fãs (18 minutos no Q1, 15 no Q2 e 12 no Q3). A grande novidade está no número de eliminados: com 22 carros em disputa, seis pilotos serão cortados tanto no Q1 quanto no Q2, em vez dos cinco habituais. Isso deixa apenas dez pilotos para disputar a pole position na sessão final.
Na prática, a sequência será a seguinte: o Q1 terá 22 carros em pista e eliminará seis, deixando 16 para o Q2; essa fase também eliminará seis, garantindo que apenas 10 sigam para o Q3. Os tempos das sessões serão mantidos, assim como os intervalos entre elas, preservando a parte mais tradicional da classificação.
Vale lembrar que nas corridas Sprint, que ocorrerão este ano nos Grandes Prêmios do Canadá, China, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra e Singapura, a qualificação Sprint mantém o mesmo formato, com a diferença no tempo: 12 minutos no SQ1, 10 no SQ2 e 8 no SQ3.
Esse formato mais rigoroso faz com que a pressão sobre as equipes aumente desde o início da classificação, já que menos vagas se tornam ainda mais disputadas em um grid totalmente ampliado. Para as equipes menores ou estreantes, como a própria Cadillac, a nova configuração adiciona um desafio extra à estratégia e ao posicionamento na pista.
Além das implicações esportivas, o acréscimo de uma equipe ao paddock também traz ajustes logísticos, como acomodar espaço nos boxes e nas áreas técnicas dos circuitos, um grande sinal de expansão da categoria após vários anos com grid fixo de 20 carros.
Com isso, a temporada de 2026 pode se mostrar mais intensa e competitiva, devolvendo à F1 um grid mais cheio e uma classificação mais imprevisível, desde que a estrutura de 22 carros foi usada pela última vez em 2016, diversificando os desafios.