Everaldo Marques será o responsável por comandar as transmissões da Fórmula 1 na volta da categoria à tela da Globo. A história do comunicador com a modalidade, porém, é antiga e guarda histórias marcantes, como quando foi o primeiro jornalista a noticiar a morte da mãe de Michael Schumacher, em 2003.
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Na época, uma coincidência fez com que ele publicasse a informação em primeira mão no site ‘Amigos da Velocidade’ e anunciasse na rádio Jovem Pan. Como dividia carro com o engenheiro Rogério Gonçalves para ir aos autódromos, o narrador precisou chegar ao Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, muito antes do que o restante da imprensa.
A pressa o impediu de tomar café da manhã antes de sair do hotel e o obrigou a iniciar uma busca por algo para comer no paddock. Foi aí que, sem querer, uma assessora da Williams, onde Ralf Schumacher competia, deixou a informação escapar.
“Veio uma assessora da Williams carregando caixa com uma cartolina atravessada, toda atrapalhada com o negócio. Comecei a carregar as coisas junto com ela pro motorhome da Williams. Falei pra ela que cheguei tão cedo que nem tinha tomado café da manhã. Ela falou que deveria ter um croissant, um suco lá e me ajudava. A gente foi andando e ‘tá tudo bem?’. E ela falou ‘os meninos vão correr’. Eu falei: ‘Os meninos vão correr?’. Ela falou ‘É, os meninos vão correr. A única coisa é que a mãe deles morreu’. Os meninos eram Ralf e o Michael”, conta ao podcast do portal Motorsport Brasil.
Ao ouvir a informação inesperada, Everaldo começou a assimilar acontecimentos do dia anterior e entendeu de vez o que havia acontecido. Imediatamente, correu para a sala de imprensa, onde notificou a morte de Elisabeth Schumacher.
“Nesse microssegundo, eu processei que no sábado, depois da classificação, o Ralf e o Michael pegaram um helicóptero e foram de Ímola para Colônia, onde a mãe estava internada. Era a informação que a gente tinha. Eles foram visitar a mãe, passar a noite com a mãe. Não sabia que ela tinha morrido. Deixei as coisas, virei as costas e fui embora só andando apressado. Passo a mão no telefone, ligo pro Brasil, eram 3h30 da manhã no Brasil e pedi pra me pôr no ar. Entrei na rádio, não tinha madrugada de domingo, não tinha apresentador, colei na vinheta e dei a notícia”, explicou.
Logo a informação começou a repercutir entre as pessoas que já estavam no paddock e o narrador foi questionado pela assessoria da Ferrari, onde Schumacher corria, e pela própria funcionária da Williams, que tentou desmentir a informação.
Apesar das tentativas, Everaldo se manteve firme com a notícia: “Eu só queria um croissant e acabei ganhando um furo de reportagem”, completou.