Nesta terça-feira, o lendário oval do Indianapolis Motor Speedway abriu suas portas para o primeiro dia oficial de treinos livres das 500 Milhas de Indianápolis de 2026. Para os representantes do Brasil no grid, a sessão foi marcada por programações e objetivos bem distintos. Enquanto o tetracampeão Helio Castroneves buscou reencontrar o ritmo de corrida e testar a resistência do equipamento, o estreante Caio Collet focou em estabelecer uma base sólida de acerto, rodando de forma isolada na pista para entender o comportamento de seu monoposto.
Em sua primeira experiência no chamado "Mês de Maio", o estreante Caio Collet adotou uma abordagem metódica. Segundo o jovem piloto, a equipe dedicou o dia de abertura para realizar simulações de no-tow, que é quando o carro anda sem o benefício do vácuo de outros competidores. "A gente focou bastante hoje em no-tow, só para fazer um baseline (base de acerto) para a semana, ver como está o carro e as condições", explicou Collet. O estreante descreveu a terça-feira como um dia mais tranquilo, no qual rodou sozinho praticamente o tempo todo. Agora, o foco do brasileiro se volta para os dados: a quarta-feira começará com uma análise profunda das informações coletadas para definir os próximos passos da semana.
Já na garagem de Helio Castroneves, a dinâmica foi de adaptação e simulação de prova. O experiente piloto, que busca sua histórica quinta vitória na Indy 500, relatou um dia de muito trabalho e avaliou positivamente seu primeiro long run (sequência longa de voltas). O teste consistiu em uma simulação real de corrida, largando de tanque cheio e pneus novos até o momento do primeiro pit stop. "Foi bom porque vimos que o carro não teve nenhuma vibração, nenhum problema, e o balanço continuou com uma certa constância. Deu para ir entrando no ritmo", revelou o veterano.
Apesar de ser um dos maiores conhecedores da pista de Indianápolis, Castroneves admitiu que readquirir o reflexo após tanto tempo inativo na categoria exige paciência. "Imagine, são 360 dias sem estar no carro. Você tem que saber quem são os competidores. Eu estava até meio estranhando quem era quem, com o pessoal tirando o pé no meio da reta, no meio da curva", brincou.
Além de readaptar o piloto ao tráfego, a equipe de Castroneves também jogou com a estratégia de durabilidade. O foco no fim do dia foi preservar o motor, economizando a quilometragem para garantir que o propulsor suporte as exigências até a bandeirada final da corrida. "Não foi um dia de muitas voltas, mas foi um dia de voltas de qualidade, e isso foi bom para nós", concluiu o tetracampeão.