O brasileiro Helio Castroneves viveu uma quinta-feira de forte desempenho no Indianapolis Motor Speedway, terminando o terceiro dia de treinos livres para as 500 Milhas de Indianápolis de 2026 com a segunda marca mais rápida. Pilotando o carro #06 da Meyer Shank Racing, o tetracampeão registrou sua melhor volta em grupo, ficando atrás apenas de Pato O’Ward, e mostrou que o ritmo de corrida de seu Honda está em um patamar competitivo para a busca pelo histórico quinto triunfo.
Castroneves aproveitou as condições climáticas ideais para refinar o acerto do carro e destacou a satisfação com o equilíbrio apresentado na pista.
"O carro #06 da Cliffs se comportou de forma muito confortável. Sinceramente, não poderíamos pedir condições climáticas melhores, tanto em relação ao vento quanto à temperatura; tudo estava perfeito. Sabemos que não será assim no sábado, mas, no fim das contas, nos sentimos muito bem hoje."
Um dos grandes desafios da edição de 2026 é o gerenciamento do sistema híbrido, que oferece novas ferramentas de potência, mas exige uma adaptação técnica constante. Helio foi transparente ao comentar que ainda está mapeando as melhores formas de utilizar a tecnologia em simulações de classificação.
"Na minha simulação de classificação, eu nem cheguei a usá-lo (o sistema híbrido). É interessante, e vamos voltar ao simulador ainda hoje para testar estratégias diferentes. Para ser honesto, sou novo nisso, então estou seguindo exatamente o que a equipe me orienta. Mas, no fim das contas, o essencial é ter um bom equilíbrio para garantir quatro voltas sólidas."
Com o encerramento das atividades desta quinta, as equipes agora se preparam para a "Fast Friday", quando os motores recebem um aumento na pressão do turbo. Em vídeo enviado diretamente do Indianapolis Motor Speedway por Andrea Leite, o piloto explicou a empolgação com o ganho de velocidade esperado para a próxima sessão, mencionando que a potência deve subir cerca de 100 cavalos, elevando as médias para a casa das 234 milhas por hora (376,58 km/h).
Apesar de agora dividir seu tempo com as funções de coproprietário da equipe, Helio reforçou que, assim que coloca o capacete, o foco é total na performance. A paixão por Indianápolis, segundo ele, continua sendo o combustível necessário para enfrentar os riscos do oval.
"O que me motiva é que, na minha última volta no Open Test, quando entrei na reta oposta, senti que ainda amo muito tudo isso. É a melhor sensação do mundo. Eu tinha um pouco de receio de me sentir desconfortável após um ano fora do carro, mas ele serviu como uma luva. É isso que me faz voltar. Temos uma oportunidade tão única e incrível nas mãos que não podemos simplesmente ignorar. Precisamos seguir em frente."