Chefe de Bortoleto na Audi deixa cargo e força reestruturação na equipe

A equipe Audi anunciou mudanças internas após a saída de um de seus principais dirigentes na Fórmula 1.

20 mar 2026 - 18h39
(atualizado às 18h39)
Foto: Esporte News Mundo

A Audi promoveu mudanças significativas em sua estrutura na Fórmula 1 nesta sexta-feira (20). A equipe anunciou a saída de Jonathan Wheatley do cargo de chefe de equipe por motivos pessoais, abrindo espaço para uma reorganização interna que coloca Mattia Binotto como principal responsável pelo projeto esportivo e técnico do time.

Nico Hulkenberg, Jonathan Wheatley e Gabriel Bortoleto –
Foto: Reprodução/Instagram / Esporte News Mundo

Wheatley havia assumido o posto em abril de 2025, ainda durante a transição da Sauber para a operação definitiva da Audi na categoria. Com passagens marcantes pela Red Bull, onde integrou uma fase vitoriosa, o dirigente participou de um período de evolução da equipe, que deixou as últimas posições do grid em 2024 para apresentar resultados mais competitivos em 2025, incluindo um pódio e desempenhos consistentes ao longo da temporada.

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Com a saída, Binotto amplia sua influência dentro da estrutura. O italiano, que já liderava o projeto da Audi desde 2024 e era responsável pelas áreas de chassi e motor, passa a acumular também a função de chefe de equipe. A centralização de decisões técnicas e operacionais reforça um modelo de gestão mais direto, semelhante ao que ele já exerceu em sua passagem pela Ferrari.

Para o brasileiro Gabriel Bortoleto, a mudança representa uma adaptação a um novo comando em sua trajetória na categoria. Apesar da alteração na chefia de pista, a base técnica do projeto permanece sob a supervisão de Binotto, que participou diretamente de sua contratação. Ao mesmo tempo, a saída de Wheatley, reconhecido pela eficiência em operações de corrida, pode representar um desafio adicional para a equipe na manutenção do desempenho nos detalhes estratégicos.

A reestruturação marca um novo momento na preparação da Audi para os próximos ciclos da Fórmula 1, especialmente diante das mudanças regulatórias previstas. Internamente, o movimento indica uma aposta na liderança centralizada para conduzir o desenvolvimento do projeto em uma fase considerada decisiva.

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