A Yamaha teve um dia de contrastes no GP do Brasil, em Goiânia. Fabio Quartararo garantiu vaga direta no Q2 ao fechar o treino classificatório na 7ª posição, enquanto Alex Rins terminou apenas em 13º e terá que disputar o Q1 na sequência do fim de semana.
Em meio às condições climáticas instáveis, Quartararo destacou a importância do tempo de pista com o mesmo composto e avaliou positivamente a consistência momentânea do cenário.
“Usamos o pneu e esperávamos que a chuva continuasse da mesma forma, mas depois ela aumentou. Então foi bom, especialmente porque conseguimos dar cerca de 60 voltas com o pneu. Foi positivo ter condições consistentes por um tempo”, explicou.
Sobre o traçado goiano, o francês demonstrou aprovação, apesar das limitações impostas pelo clima.
“Eu gosto. Não acho que seja muito pequeno. Claro que a pista é mais curta, mas parece bem maior quando você está pilotando. Infelizmente, não conseguimos explorar tudo ao máximo nessas condições. Foi difícil, mas com todo o barulho e a chuva, é um circuito divertido”, avaliou.
Mesmo com a classificação direta ao Q2, Quartararo não escondeu que os desafios da Yamaha vão além da posição na tabela. Questionado sobre a dificuldade de ultrapassagens, ele ampliou o diagnóstico dos problemas da equipe.
“Vai ser difícil ultrapassar aqui? Sim. Mas, no momento, para nós, esse não é realmente o principal problema. Estamos enfrentando dificuldades em várias áreas, então é algo mais amplo”, afirmou.
O francês também revelou ter lidado com um problema específico durante a sessão, relacionado ao pneu dianteiro.
“Foi realmente complicado. Tivemos um problema com o pneu dianteiro e tentei entender melhor o que aconteceu”, completou.
Quartararo ainda comparou o desempenho com o companheiro de equipe e reforçou a necessidade de evolução gradual.
“Esta manhã foi bem difícil para nós. O Alex foi muito rápido. Mas acho que, passo a passo, precisamos entender mais a moto.”, finalizou.