AO Racing: como Rexy levou uma equipe comum ao estrelato no automobilismo

Com Rexy, a AO Racing deixou de ser apenas mais uma equipe comum e passou ao estrelado que furou a bolha do endurance

20 mar 2026 - 09h31
Foto: Divulgação / AO Racing

Em 2023, a AO Racing surgiu no IMSA como uma equipe considerada sem graça, sem chamar atenção nem pelos resultados nem pela identidade visual. A estreia em Daytona, pela classe GTD (Pro-Am), terminou apenas em 14º lugar. Mas o dono da equipe, P. J. Hyett, não se conformava com a falta de impacto. Foi então que surgiu a ideia que mudaria a história da escuderia: “E se nosso carro fosse um dinossauro?”.

Nas 12 Horas de Sebring daquele ano nasceu o Rexy, um Porsche verde estilizado como T-Rex. O desempenho não melhorou, mas a repercussão foi imediata. O carro chamou atenção do público e da mídia, e ganhou fama mundial ao disputar as 24 Horas de Le Mans, em parceria com a Project 1, terminando em sétimo lugar e conquistando visibilidade na maior corrida do mundo.

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Roxy
Foto: Divulgação / AO Racing

A estratégia de marketing seguiu crescendo. Rexy voltou a correr nos EUA, mas, graças à repercussão, a equipe do WEC quis repetir a pintura nas 6 Horas de Fuji. Mesmo que os carros não fossem os mesmos, a AO Racing viu como uma oportunidade: como o Rexy estaria no Japão e, nesse período, havia uma corrida do IMSA na Virgínia, surgiu uma nova personagem, a Roxy, que substituiu seu amigo verde. Ela também foi usada na corrida em Indianápolis.

Em 2024, a AO Racing subiu o Rexy para a GTD Pro, com Laurin Heinrich disputando toda a temporada. Foram três vitórias e o título da classe. Nesse mesmo período surgiu Spike, o dragão, que passou a competir na LMP2, tanto no IMSA quanto no ELMS, em parceria com a TF. Hyett, que inicialmente corria com o Rexy, migrou para este carro, até por ser piloto amador. Os resultados foram impressionantes: Spike venceu os dois campeonatos Pro-Am do ELMS, conquistou o título do IMSA em 2025 e brilhou em Le Mans, vencendo na classe Pro-Am e chegando em terceiro na LMP2.

Spike, the dragon
Foto: Divulgação / AO Racing

A equipe também investiu em marketing fora das pistas. Rexy, Roxy e Spike viraram pelúcias vendidas em corridas e no site, e o Rexy até ganhou uma versão oficial em Lego. Em 2025, após perder o para-choque nas 24 Horas de Daytona, o carro voltou com dentes de ouro. A equipe disse que foi uma “cirurgia”, e os dentes dourados eram uma homenagem às conquistas de 2024. Na Petit Le Mans, Rexy e Spike apareceram com pinturas de fantasia, e no início de 2026 Spike foi apresentado em dourado, em celebração aos títulos conquistados no ano anterior.

Para as 12 Horas de Sebring dessa semana, com o Rexy perdendo novamente o para-choque em Daytona, a escuderia aproveitou para anunciar a volta de Roxy, transformando cada detalhe em oportunidade de marketing.

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De uma equipe “sem graça”, a AO Racing se tornou um fenômeno, mostrando que carisma e identidade podem ser tão decisivos quanto vitórias na pista. Até a Porsche, que inicialmente só tinha uma ligação de fornecedora, passou a ter uma relação mais forte com a equipe, e isso é benéfico para ambos. A AO deu uma verdadeira aula de marketing e hoje sua presente é tão marcante que hoje esse time é muito mais que uma simples equipe de corrida. 

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