Considerado o maior maratonista da história, Eliud Kipchoge estará no Brasil em 12 de julho para prestigiar a NB 42K Porto Alegre. A participação no evento na capital do Rio Grande do Sul também integra um projeto pessoal do queniano, que almeja correr uma maratona em cada um dos sete continentes.
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O projeto, batizado de Eliud Running World, deverá acontecer ao longo de dois anos no formato de uma turnê mundial. Além de correr em provas consagradas, o multicampeão também participará de ativações locais para conhecer novas culturas e correr ao lado dos fãs. A iniciativa também busca arrecadas fundos para a Fundação Eliud Kipchoge, focada na preservação ambiental e na promoção da Educação.
Com passagem pelos sete continentes do planeta --incluindo a Antartida--, o Brasil, e, mais especificamente, Porto Alegre-- foi escolhido para representar a América do Sul na turnê de Kipchoge.
O País, por sinal, carrega um peso emocional significativo para o maratonista, que conquistou sua primeira medalha olímpica de ouro nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Já a escolha do evento se deu pelo reconhecimento internacional da prova sediada na capital gaúcha, que, em 2025, foi eleita a melhor maratona do Brasil pela World Athletics, o órgão que gere o atletismo em nível mundial. A negociação para a vinda de Kipchoge foi coordenada pela Run Sports, organizadora da prova.
“Estou muito animado para ir ao Brasil e vivenciar a paixão do povo de Porto Alegre. Cada continente tem seu próprio espírito, e estou ansioso para compartilhar essa jornada com a América do Sul”, exaltou o fundista.
Com a confirmação da participação do queniano, a organização informou que disponibilizará um lote extra de 5 mil inscrições para todas as distâncias, de 5km, 10km, 21km e 42km. As inscrições poderão ser feitas a partir da próxima quarta-feira, 18, às 13h, no site oficial da prova.
A NB 42K Porto Alegre disponibilizará premiações de R$ 3 mil a R$ 90 mil, da oitava à primeira colocação nas maratonas masculina e feminina. Além disso, o brasileiro e a brasileira melhores colocados ganharão um bônus de R$ 50 mil.
Há prêmio, também, de R$ 600 mil em caso de quebra de recorde em maratonas realizadas no Brasil e na América do Sul, divididos entre as categorias masculina e feminina. Caso a marca brasileira seja superada e a sul-americana não, os atletas recebem R$ 100 mil.
Já se um dos competidores superar a marca brasileira e o outro a da América do Sul, o que bater a do Brasil recebe R$ 100 mil, enquanto o outro leva R$ 500 mil. Se ambos superarem o tempo do continente, dividem o prêmio em R$ 300 mil para cada. Por um exemplo, se um vencer a marca da América do Sul e o outro não superar a brasileira, o recordista continental leva, sozinho, o prêmio total de R$ 600 mil.
Veja os tempos de referência para o bônus:
Brasil
- Masculino - 2h11m19s (Vanderlei Cordeiro de Lima - 2002)
- Feminino - 2h29m48s (Tiringo Mulu, da Etiópia - 2025)
América do Sul
- Masculino - 2h05m00s
- Feminino - 2h24m52s