Após o empate por 1 a 1 que culminou na eliminação do Atlético-MG para o Grêmio na Copa do Brasil, o técnico Eduardo Domínguez apontou falhas defensivas, abalo emocional e falta de eficiência como determinantes. Pressionado pela derrota na ida, o Galo finalizou 50 vezes na soma dos confrontos e marcou apenas um gol, enquanto o Grêmio fez três com 14 chutes. O treinador admitiu a queda de rendimento após o empate rival e a desorganização ofensiva que impediu a reação no segundo tempo.
A eliminação do Atlético-MG para o Grêmio na semifinal da Copa do Brasil deixou uma série de questões para Eduardo Domínguez. Depois do empate por 1 a 1 na Arena MRV, em Belo Horizonte, neste sábado (7), o treinador reconheceu problemas e falta de eficiência.
O diagnóstico expõe as dificuldades de uma equipe que precisava de uma atuação praticamente perfeita, mas voltou a cometer erros em momentos decisivos. O Galo entrou em campo pressionado pela derrota por 2 a 0 no primeiro confronto, em Porto Alegre.
Precisava vencer por dois gols de diferença para levar a disputa aos pênaltis ou construir uma vantagem maior para avançar diretamente. A equipe abriu o placar aos 25 minutos, mas sofreu o empate de Carlos Vinícius aos 37, ainda na etapa inicial.
"(Precisamos) melhorar a defesa. Quando você ataca muito, você tem que estar muito concentrado na fase defensiva, porque você se sente com o controle do jogo, mas eles jogam nisso. É normal", disse o treinador alvinegro.
Eduardo Domínguez explica demora nas substituições
O treinador também reconheceu o impacto emocional do gol de empate. Segundo Eduardo Domínguez, a equipe sentiu o resultado ainda no primeiro tempo, e a resposta depois do intervalo não foi suficiente para recuperar o controle da partida.
"No primeiro tempo eu nos sentia forte, mas o gol do rival caiu muito forte para nós e para o torcedor. No segundo tempo faltou organização ofensiva, estar melhores posicionados para fazermos o que fizemos no primeiro e que faltou no segundo", afirmou o argentino.
Números expõem a falta de efetividade
A estatística dos dois confrontos ajuda a dimensionar o problema. O clube de Belo Horizonte finalizou 50 vezes e marcou apenas um gol. O time comandado pelo técnico Renato Portaluppi, por outro lado, balançou as redes três vezes em 14 chutes.
O Grêmio foi mais eficiente diante de um Atlético-MG que produziu, mas não soube decidir. Fred e Mateo Cassierra entraram apenas no segundo tempo. Eduardo Domínguez, porém, não detalhou as condições físicas dos atacantes nem explicou a demora nas substituições.