Atlético-MG e Boca Juniors disputam a final da Copa Sul-Americana em 21 de novembro, em Barranquilla, dividindo atenções com calendários pesados. O Galo busca um título inédito após o vice em 2025, mas enfrenta o desgaste de decisões na Copa do Brasil e clássicos no Brasileirão. O Boca, visando o tricampeonato, também encara jogos decisivos, incluindo o clássico contra o River Plate e a Copa Argentina. O controle do desgaste físico e mental será crucial para definir o campeão continental.
O Atlético-MG terá pouco espaço para respirar antes de enfrentar o Boca Juniors na final da Copa Sul-Americana. Além da decisão continental, marcada para 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia, o time mineiro ainda precisa administrar duas frentes importantes no futebol brasileiro: o Brasileirão e a Copa do Brasil.
A sequência começa com o clássico contra o Cruzeiro, nesta quinta-feira, pela Série A. Depois, o Atlético-MG enfrenta o Grêmio, em 1º de novembro, pela ida da semifinal da Copa do Brasil, visita o Botafogo no dia 4 e recebe novamente o time gaúcho em 7 de novembro. A partida contra o Mirassol, prevista para 18 de novembro, será o último compromisso antes da decisão continental.
O calendário oferece uma oportunidade importante, mas também aumenta o risco de desgaste. Os confrontos contra Cruzeiro e Grêmio têm peso competitivo e emocional, enquanto a disputa pela vaga na final da Copa do Brasil pode exigir intensidade até os últimos minutos. Se avançar, o Atlético chegará à decisão contra o Boca com a confiança reforçada, mas também poderá acumular mais desgaste físico.
Atlético-MG quer transformar a classificação em confiança
A campanha atleticana na Copa Sul-Americana tem sido marcada por momentos de sofrimento e reação. Nas quartas de final, o time perdeu por 2 a 0 para o Santos fora de casa, mas venceu por 4 a 2 na Arena MRV e avançou nos pênaltis. Na semifinal, construiu uma vantagem de 3 a 0 sobre o Montevideo City Torque, mas perdeu por 2 a 0 no Uruguai.
Ainda assim, confirmou a classificação com o placar agregado de 3 a 2. O resultado mostrou que a equipe de Eduardo Domínguez consegue competir em situações de pressão, embora também tenha exposto dificuldades para controlar jogos fora de casa. A final será disputada em campo neutro, num cenário que exige concentração e capacidade de adaptação.
O Atlético-MG chega à decisão pelo segundo ano consecutivo, depois de perder para o Lanús nos pênaltis em 2025. O objetivo, agora, é transformar a experiência amarga em motivação para conquistar um título inédito.
Atlético-MG tem o Superclássico antes da decisão
O Boca Juniors também terá compromissos de grande exigência. O primeiro é o Superclássico contra o River Plate, marcado para 1º de novembro, na Bombonera. Depois, a equipe enfrenta o Defensa y Justicia, em 8 de novembro, e o Banfield, no dia 14, pela semifinal da Copa Argentina.
A sequência pode ser determinante para o moral do elenco. Vencer o River Plate representaria um impulso importante antes da reta final da preparação, mas uma derrota num clássico dessa dimensão também poderia aumentar a pressão sobre o grupo. A semifinal da Copa Argentina acrescenta outra decisão a um calendário que já inclui a disputa pelo título continental.
O momento recente, porém, oferece motivos para otimismo. O Boca Juniors venceu o Independiente por 1 a 0 na última rodada e ocupa uma posição de destaque no campeonato argentino. A equipe também mostrou personalidade ao eliminar o Vasco na semifinal da Copa Sul-Americana: depois de perder por 1 a 0 em Buenos Aires, venceu por 3 a 1 no Maracanã e garantiu a vaga na decisão.
Quem chega mais forte a Barranquilla?
O Boca Juniors tem a vantagem de entrar na final depois de uma classificação marcante fora de casa e de uma sequência positiva no campeonato nacional. O Atlético-MG, por sua vez, dispõe de uma oportunidade de conquistar confiança adicional se avançar à decisão da Copa do Brasil e melhorar sua posição no Brasileirão.
O desgaste pode ser um fator decisivo. O Atlético-MG tem quatro compromissos entre 29 de outubro e 7 de novembro, enquanto o Boca terá o Superclássico e mais dois jogos antes da final. Ambos precisarão gerir o elenco, mas os mineiros enfrentam uma sequência particularmente exigente, com dois jogos contra o Grêmio em poucos dias.
Em Barranquilla, a preparação física e a capacidade de recuperar jogadores poderão fazer diferença. O Boca busca o terceiro título da Sul-Americana, depois das conquistas de 2004 e 2005. O Atlético-MG tenta apagar a frustração do vice-campeonato de 2025. Para os dois, a forma como atravessarem as próximas semanas pode ser tão importante quanto o talento demonstrado durante a campanha continental.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal