O Atlético-MG alcançou a final da Copa Sul-Americana de 2026 após superar uma trajetória dramática no mata-mata, eliminando Red Bull Bragantino, Santos nos pênaltis e Montevideo City Torque. Sob o comando de Eduardo Domínguez, o Galo disputará seu primeiro título do torneio contra o Boca Juniors em 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia. Esta é a terceira decisão continental consecutiva do clube mineiro, que busca redenção após o vice-campeonato na edição de 2025 diante do Lanús.
O Atlético-MG chegou à final da Copa Sul-Americana de 2026 após eliminar Bragantino, Santos e Montevideo City Torque. A campanha teve uma classificação dramática contra o Massa Bruta, uma virada sobre o Santos e pressão até o fim na semifinal contra os uruguaios.
Com Eduardo Domínguez, o Atlético enfrentará o Boca Juniors em 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia. O Galo busca seu primeiro título da Copa Sul-Americana após perder a final de 2025 para o Lanús nos pênaltis.
Atlético-MG lidera o grupo e avança às oitavas
Na fase de grupos, o Atlético-MG terminou na liderança do Grupo B, com dez pontos, e garantiu vaga direta nas oitavas de final. O desempenho evitou a disputa dos playoffs e levou a equipe diretamente ao mata-mata.
A partir dali, o caminho exigiu reações em momentos decisivos. Em duas das três fases eliminatórias, o time comandado pelo técnico Eduardo Domínguez precisou lidar com resultados adversos antes de confirmar a classificação.
Nas oitavas de final, o Atlético-MG enfrentou o Red Bull Bragantino. Na partida de ida, em Bragança Paulista, venceu por 1 a 0, com gol de Tomás Cuello. No confronto de volta, na Arena MRV, o Bragantino marcou duas vezes, enquanto Maycon fez o gol atleticano.
Com a derrota parcial por 2 a 1, a classificação ficou ameaçada. Aos 47 minutos do segundo tempo, porém, Cuello marcou o gol do empate por 2 a 2. O resultado garantiu ao Galo a vitória por 3 a 2 no placar agregado e a vaga nas quartas de final.
Virada sobre o Santos leva Galo à semifinal
O confronto contra o Santos foi o mais dramático da campanha. Na ida, na Vila Belmiro, o Atlético-MG perdeu por 2 a 0 e precisou vencer por pelo menos dois gols de diferença na Arena MRV para levar a disputa aos pênaltis.
A reação começou logo no primeiro minuto, quando Bernard abriu o placar aos 17 segundos. Reinier Jesus marcou duas vezes ainda no primeiro tempo, mas o Alvinegro Praiano também balançou as redes de Gabriel Delfim.
Aos 46 minutos da etapa final, Tomás Cuello fez o quarto gol atleticano e levou o confronto ao empate por 4 a 4 no agregado. Na disputa por pênaltis, o goleiro Gabriel Delfim defendeu três cobranças. O Atlético-MG venceu por 3 a 1 e avançou à semifinal.
Semifinal exige resistência até o fim
Diante do Montevideo City Torque, o Atlético-MG construiu vantagem de 3 a 0 na Arena MRV, com gols de Reinier, Bernard e Thiago Borbas. O resultado permitiu ao time viajar ao Uruguai com margem para administrar a classificação.
No Estádio Centenário, entretanto, os uruguaios venceram por 2 a 0 e pressionaram até os minutos finais. A expulsão de Alan Franco aumentou a dificuldade, mas o Galo manteve a vantagem no placar agregado e avançou por 3 a 2. Ele está suspenso para a decisão.
Boca Juniors será o último adversário
A final contra o Boca Juniors representa a terceira decisão continental do Atlético em três temporadas, considerando a Copa Libertadores da América de 2024 e as duas edições consecutivas da Copa Sul-Americana.
Após a derrota para o Lanús em 2025, o clube terá nova oportunidade de conquistar o torneio. Para isso, precisará transformar a campanha construída com viradas, disputa por pênaltis e resistência defensiva em uma vitória na decisão de 21 de novembro, na Colômbia.