Scaloni valoriza a emoção da Argentina: "Recuperamos algo valioso"

Técnico santafesino cita união entre arquirrivais para enaltecer a seleção: "Torcedores do River e do Boca estão se abraçando na frente da TV"

17 jul 2026 - 21h58
Scaloni já tem o nome cravado na história. E vai por mais –
Scaloni já tem o nome cravado na história. E vai por mais –
Foto: Justin Setterfield/Getty Images / Jogada10

A Argentina não joga apenas bola ou transpira no gramado para conseguir as suas façanhas e viradas inacreditáveis, como contra o Egito, nas oitavas, e contra a Inglaterra, na semifinal. Pois, em 2026, nesta Copa do Mundo, a seleção tornou-se sinônimo de coração. De algo, aliás, metafísico. Quase um tango cantado por Roberto Goyeneche, com a adrenalina atingindo longos decibéis. Técnico da equipe albiceleste, Lionel Scaloni fez, então, questão de valorizar este aspecto do elenco que buscará o tetracampeonato, neste domingo (19), no MetLife, em Nova Jersey, às 16h (horário de Brasília).

"É impossível não tocar o coração. Não é só a seleção. É a maneira com a qual as pessoas festejam nossos gols e as nossas classificações. Recuperamos algo valioso. Fizemos com que as pessoas voltassem a ficar à frente da TV com uma camisa da Argentina. Torcedores do River Plate abraçaram os do Boca. Fãs de Newell's Old Boys e do Rosário Central estiveram juntos. Como não vamos nos emocionar? A emoção faz parte da vida e nos torna mais humanos", argumentou, nesta sexta-feira, em Hell's Kitchen, Manhattan, Nova York, em evento promovido pela Fifa.

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Scaloni já tem o nome cravado na história. E vai por mais –
Foto: Justin Setterfield/Getty Images / Jogada10

O método Scaloni antes de uma decisão

Assim como na semifinal, quando não tocou no assunto "Guerra das Malvinas" e saiu da esfera política antes do encontro com a Inglaterra, o treinador voltou a aplicar o mesmo método para retirar a pressão das costas da sua "Scaloneta". O embate contra a Espanha, em sua visão, não é um confronto de vida ou morte.

"Para não desviar a atenção, preparamos esta final como se fosse mais uma partida de futebol que vai demandar a nossa melhor versão. Independentemente do que acontecer, nossa seleção teve um papel extraordinário nestes últimos anos",  completou o treinador santafesino.

Treinador da seleção argentina desde 2018, Scaloni conquistou duas Copas América (2021 e 2024), uma Finalíssima (2022) e a Copa do Mundo de 2022.

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