Após renovar o contrato do espanhol Marc Márquez até 2028, a Ducati anunciou nesta quarta-feira (24) que o italiano Francesco Bagnaia, bicampeão da MotoGP em 2022 e 2023, deixará a equipe no fim desta temporada.
"Caminhos diferentes, novos desafios, mas que jornada emocionante percorremos juntos. Pecco Bagnaia e a Ducati vão se separar no final da temporada de MotoGP de 2026", escreveu o time de Borgo Panigale nas redes sociais.
"Uma parceria esportiva de sucesso, com um valor pessoal igualmente significativo e uma sequência de resultados inigualável que faz de Pecco, até o momento, o piloto mais bem-sucedido com a Desmosedici GP [moto usada pela equipe], somando dois títulos mundiais de pilotos, 31 vitórias, 63 pódios e 28 pole positions", acrescentou a Ducati.
Já Bagnaia escreveu nas redes sociais que correr pela montadora símbolo da motovelocidade na Itália era um "sonho que se tornou a realidade mais bonita de todas".
"Crescemos juntos, passamos por todo tipo de situação juntos sem nunca desistir, sempre nos esforçamos para dar o nosso melhor. E você, que é uma das melhores partes de mim, me proporcionou os momentos mais emocionantes da minha carreira e me fez um piloto melhor e um garoto feliz", acrescentou o italiano.
Na mensagem, Bagnaia reconheceu as divergências com a equipe na última temporada, quando ele não foi páreo para o companheiro Márquez, e destacou que é o momento de "recomeçar com um novo desafio". "Mas nunca esquecerei aquilo que fomos. Você faz parte de mim e sempre fará", concluiu.
Nascido em Turim, Bagnaia estreou na MotoGP em 2019, após ter sido campeão da Moto2 em sua segunda temporada na categoria. Sempre correndo com motos Ducati, o italiano fez dois anos discretos, terminando em 15º e 16º lugar, mas, em 2021, já disputou o título com Fabio Quartararo, obtendo quatro vitórias e o vice-campeonato.
"Pecco" viria enfim a conquistar a taça em 2022, tornando-se o primeiro italiano campeão da MotoGP desde o último título da lenda Valentino Rossi, em 2009. Além disso, foi a primeira conquista da Ducati desde 2007, com Casey Stoner, e a primeira de um piloto italiano com uma moto italiana desde 1974, com o octacampeão Giacomo Agostini na MV Augusta.
Bagnaia repetiu o feito em 2023 e perdeu o título de 2024 para Jorge Martín, da Pramac Racing, equipe satélite da Ducati, por apenas 10 pontos. Em 2025, com a chegada de Márquez, entrou em uma espiral negativa e, após uma temporada repleta de erros, terminou apenas em quinto lugar, enquanto seu companheiro conquistou o heptacampeonato.
O italiano é o atual sétimo colocado no Mundial, com 127 pontos, enquanto Márquez é o quarto, com 140. A classificação é liderada pelo também italiano Marco Bezzecchi (180), da Aprilia, provável nova casa de Bagnaia a partir de 2027.