Leandro Aguiar, de 41 anos, brinca que nasceu e foi criado dentro de academias. Filho do fundador da rede Academia Gaviões 24h, hoje Leandro é também sócio do negócio e comanda a expansão para novas frentes de atuação. Criada em 1974, a rede se tornou um "guarda-chuva" para novos empreendimentos, e é nessa esteira que surge a Fast Treino, aposta de Leandro para atender ao público que não está nas academias tradicionais.
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"Tem uma grande competição hoje em dia de academias, e essa competição gira em torno ali de somente 6 a 9% da população, que é muito pouco. Então, eu trouxe esse modelo novo para tirar o restante, os 90 e pouco por cento que está em casa, que quer ir para academia e não consegue", diz.
Na Fast Treino, a ideia é oferecer equipamentos de academia para serem usados em uma espécie de circuito. Ao todo, o treino dura apenas 36 minutos.
Leandro explica que, por enquanto, a Fast Treino chega ao mercado com a proposta de um treino full body, em que o cliente faz uma sequência de exercícios em aparelhos que trabalham o corpo todo. Depois, à medida que novas unidades forem abrindo, haverão opções de circuitos voltados apenas a membros inferiores e superiores.
O empresário explica que os circuitos são feitos intercalando aparelhos de musulação com atividades de cardio. "Está comprovado cientificamente que você tem um ganho de massa muscular e um ganho de condicionamento físico. Então, até para o pessoal, por exemplo, do Mounjaro, que precisa ativar todos os músculos para evitar a perda de massa muscular, nesse circuito consegue fazer tudo", diz.
A Fast Treino, cujas primeiras unidades serão inauguradas na Avenida Paulista e na Faria Lima, ambas em São Paulo, não funciona através do pagamento de mensalidades comum, como em outras academias. A ideia é oferecer passes para os interessados, com o valor de R$ 19,90 por treino.
Foram investidos R$ 1,3 milhão no desenvolvimento da metodologia da academia, que, segundo o empresário, busca imitar um ambiente gamificado.
"São 12 estações com seis aparelhos. A cada três minutos, você sempre vai estar vendo entrar seis pessoas e lá na outra ponta sair seis pessoas ao mesmo tempo", explica. Os clientes serão guiados por televisores e pelas próprias máquinas. Na hora de mudar de aparelho, por exemplo, a cor verde aparece e todos se levantam para a próxima estação.
Leandro já lançou a Fast Treino pensando no modelo de franquia, com dois modelos de empreendimento: o mais simples funciona em um container e requer cerca de R$ 400 mil em investimento; o maior, como o que será inaugurado na Paulista, custa em torno de R$ 2 milhões.
No primeiro, uma pessoa pode entrar no circuito a cada três minutos, enquanto no segundo, seis pessoas podem entrar a cada três minutos.
"O modelo do container gira um total de 2.900 pessoas por mês, podendo render, ganhando R$ 19,90 por passe, até R$ 289.000 reais por mês", estima Leandro. Sua expectativa como empresário é que a rede fature R$ 10 milhões já no primeiro trimestre de 2027.
Para os próximos meses, o empresário também quer dar mais alguns passos de expansão no mercado fitness. Ele prevê criar o Fast Kids, voltado a crianças e adolescentes, até o começo do ano que vem.