Trump diz que vai usar 'um pouco' da reserva de petróleo dos EUA para ajudar a reduzir preços

Declaração foi dada após a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciar que os países-membros recorreriam a estoques por causa da guerra contra o Irã

11 mar 2026 - 18h32

O presidente Donald Trump disse nesta quarta-feira, 11, que os Estados Unidos vão usar "um pouco" das suas reservas estratégicas de petróleo para reduzir os preços.

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A declaração foi dada em entrevista à emissora Local 12 de Cincinnati, Ohio após a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciar que os países-membros recorreriam a estes estoques por causa da guerra contra o Irã. "Agora mesmo, a reduziremos um pouco, isso fará baixar os preços", afirmou.

Investidores estão preocupados com interrupções no fornecimento pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, bloqueado há vários dias pela Guarda Revolucionária iraniana. Mais cedo, ao menos três navios foram atacados no local.

Na terça, 10, os ministros das Finanças do G-7 disseram que estão prontos para usar as reservas, mas que tal saída ainda não seria aplicada. Segundo o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, o G-7 "ainda não chegou a esse ponto" em relação à possível liberação das reservas estratégicas de petróleo.

"O que acordamos é usar todas as ferramentas necessárias, se preciso, para estabilizar o mercado, incluindo a possível liberação das reservas necessárias", afirmou o ministro. "Continuaremos monitorando a situação de perto; estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias", acrescentou.

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Em uma reunião por videoconferência, os ministros de Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália buscaram uma resposta comum. Em Bruxelas, a Comissão Europeia avaliou que não há risco de "escassez iminente de fornecimento de petróleo na Europa".

Europa, Japão e Canadá aguardam as intenções dos Estados Unidos. Por enquanto, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sugeriu suspender as sanções ao petróleo russo para "criar oferta".

O preço do petróleo chegou a subir mais de 30% na segunda-feira, aproximando-se de US$ 120 (cerca de R$ 634) nos mercados asiáticos, o que derrubou as bolsas e reacendeu temores de um surto inflacionário. A alta, porém, diminuiu quando surgiu a possibilidade de o G-7 recorrer às reservas estratégicas./AFP

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