Trump ameaça Europa com novas tarifas e eleva risco nos mercados globais

O assunto foi tema de debate durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos

20 jan 2026 - 10h19
Resumo
Durante o dia, as atenções se voltaram às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que voltou a ameaçar a imposição de tarifas comerciais à Europa a partir de 1º de fevereiro, com possibilidade de elevação para 25% caso não haja acordo até 1º de junho.
Donald Trumo
Donald Trumo
Foto: Chip Somodevilla / Getty Images

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (19) praticamente estável (+0,03%), aos 164.849 pontos, em um pregão de liquidez reduzida devido ao feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos e agenda doméstica esvaziada.

Durante o dia, as atenções se voltaram às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que voltou a ameaçar a imposição de tarifas comerciais à Europa a partir de 1º de fevereiro, com possibilidade de elevação para 25% caso não haja acordo até 1º de junho. O tema chegou às discussões no Fórum Econômico Mundial, em Davos, e elevou o risco geopolítico.

Publicidade

Em destaque no Ibovespa, a Petrobras subiu 0,53% (ON) e 0,41% (PN), enquanto a Vale recuou 0,39%, pressionada pela queda do minério de ferro. O setor financeiro ajudou a sustentar o índice, com alta de 0,69% das units do Santander. Entre os destaques individuais, Hapvida avançou 3,85% e IRB subiu 3,59%. Na ponta negativa, a Natura caiu 3,41%.

No câmbio, o dólar recuou 0,16% frente ao real e fechou cotado a R$ 5,36, após Trump adotar um tom mais moderado ao comentar a Groenlândia.

Nesta terça-feira (20), as bolsas europeias ampliam as perdas da véspera diante do risco de retaliações comerciais aos EUA, levando o Citigroup a rebaixar a recomendação para ações da região. Em Nova York, os índices futuros também operam em queda relevante, enquanto na Ásia, o pregão foi majoritariamente negativo, com o Nikkei, do Japão, em queda de 1,03% e o índice Kospi, da Coreia do Sul, em baixa de 0,39%, quebrando uma sequência de 12 altas consecutivas.

No radar internacional, o mercado aguarda o relatório ADP de emprego nos EUA e uma decisão da Suprema Corte americana sobre a legalidade das tarifas de Trump. Na Europa, líderes da União Europeia devem se reunir em 22 de janeiro, em Bruxelas, para discutir possíveis respostas às ameaças tarifárias dos EUA pelo domínio da Groenlândia. 

Publicidade

No Brasil, a crise do Banco Master segue no centro das atenções. Nesta segunda-feira, o FGC informou que 600 mil credores já solicitaram ressarcimento, de um total de 800 mil investidores com direito a reembolso de até R$ 250 mil.

A operação de R$ 12,2 bilhões envolvendo ativos vendidos ao BRB levantou preocupação após problemas de documentação em cerca de R$ 10 bilhões. Em meio ao caso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a ampliação dos poderes de fiscalização do Banco Central sobre os fundos de investimento.

Leia a análise completa no Monitor do Mercado, clicando aqui!

Monitor do Mercado
TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se