As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) iniciaram a sexta-feira com altas firmes, superiores a 10 pontos-base em vários vértices da curva a termo, após a inflação pelo IPCA-15 em fevereiro ficar bem acima do projetado pelo mercado.
Às 9h27, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,625%, em alta de 14 pontos-base ante 12,483% do ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,335%, com elevação de 5 pontos-base ante 13,287%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, acelerando ante os 0,20% de janeiro e bem acima da projeção mediana captada em pesquisa da Reuters com economistas, de 0,57%.
Nos 12 meses até fevereiro, a taxa avançou 4,10%, acima da projeção de 3,82%.
A divulgação do IPCA-15, ocorrida na abertura do mercado de renda fixa, disparou ajustes imediatos na curva de DIs, em especial entre os contratos de curto prazo, com os agentes reagindo negativamente ao resultado.
A taxa do DI para janeiro de 2028 marcou a máxima até o momento de 12,660% às 9h03, em alta de 18 pontos-base ante o ajuste da véspera.
No exterior, este início de dia é de queda dos rendimentos dos Treasuries. O rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 3 pontos-base, a 3,987%.