No Brasil, o mercado repercute a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. A autoridade monetária optou por interromper o ciclo para reavaliar as perspectivas econômicas após a eleição presidencial de outubro.
Os mercados globais operam sem direção definida nesta quinta-feira (5), após a alta de Wall Street na véspera, impulsionada pela queda do petróleo e pela vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O resultado ampliou a pressão sobre Donald Trump e trouxe novas incertezas sobre os rumos da política americana, especialmente em relação à guerra com o Irã e à política tarifária.
A derrota republicana, que resultou na perda do controle do Congresso, intensificou as cobranças por mudanças na equipe da Casa Branca e revisão de medidas do governo. Nesse cenário, a expectativa de redução das tensões no Oriente Médio provocou forte ajuste no mercado de petróleo. O Brent caiu quase 9% na sessão anterior, recuou abaixo de US$ 100 por barril e passou a acumular perdas próximas de 20% na semana.
Nesta manhã, os preços ensaiavam recuperação. Às 8h25, o WTI para dezembro subia 0,68%, a US$ 88,72, enquanto o Brent para janeiro avançava 1,65%, a US$ 96,18.
Na Ásia, o movimento foi de realização de lucros em ações de tecnologia, diante da preocupação com possíveis restrições ao setor e atrasos na construção de centros de processamento de dados. Em Nova York, os índices futuros também operam mistos, refletindo a cautela dos investidores.
No Brasil, o mercado repercute a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. A autoridade monetária optou por interromper o ciclo para reavaliar as perspectivas econômicas após a eleição presidencial de outubro.
o destaque é a decisão do Banco Central de interromper o ciclo de cortes da Selic e manter a taxa em 13,75% ao ano, após cinco reduções consecutivas. A pausa busca permitir uma reavaliação do cenário econômico após a eleição presidencial de outubro.
Mesmo com a interrupção dos cortes, o país continua na liderança do ranking mundial de juros reais. Levantamento da MoneYou e da Lev Intelligence aponta taxa de 9,49% para o Brasil, considerando a Selic e as projeções de inflação para os próximos 12 meses, em uma comparação com 40 economias.
O resultado evidencia o desafio da política monetária para trazer a inflação à meta de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O IPCA acumulou alta de 4,58% em 12 meses até setembro.
Confira o Morning Call completo no Monitor do Mercado, clicando aqui!