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Contração de serviços do Brasil se aprofunda em outubro com queda de novos trabalhos, mostra PMI

5 nov 2026 - 10h14
Resumo
O setor de serviços no Brasil aprofundou sua contração em outubro, com o PMI caindo para 44,5, reflexo da maior queda em novos pedidos em cinco anos e meio e de novos cortes de vagas. Juntamente com a retração industrial, o PMI Composto atingiu 44,4, o menor nível em mais de seis anos, apontando para uma retração do PIB no quarto trimestre. O cenário reflete demanda fraca, inflação e incertezas eleitorais, embora a desaceleração nos preços possa abrir espaço para corte de juros pelo Banco Central.

A contração do setor ‌de serviços do Brasil se aprofundou em outubro em meio à queda mais intensa dos novos trabalhos em cinco anos e meio, com a confiança perdendo força e empregos sendo cortados pelo segundo mês seguido, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada nesta quinta-feira.

Em outubro, o PMI de serviços ⁠do Brasil, compilado pela S&P Global, caiu a 44,5, de 49,2 em setembro, ‌no recuo mais forte da produção desde abril de 2021. A marca de 50 separa crescimento de contração.

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Com a atividade industrial ainda em retração em ‌outubro, embora em um ritmo mais fraco do ‌que no mês anterior, o PMI Composto do Brasil caiu a ⁠44,4 em outubro, de 47,4 em setembro, marcando a retração mais acentuada em mais de seis anos.

"Os dados até agora apontam para uma contração do PIB no quarto trimestre", destacou Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.

O mês de outubro foi marcado por uma queda na entrada ‌de pedidos no setor de serviços pelo segundo mês consecutivo, e as vendas ‌recuaram em um ritmo não ⁠observado em mais ⁠de cinco anos. Os prestadores de serviços atribuíram a contração às tendências desfavoráveis da demanda, ⁠às pressões inflacionárias, às greves dos ‌Correios, ao cancelamento de projetos ‌e à eleição presidencial.

Esse cenário pesou sobre o nível de confiança do setor, que ficou abaixo de sua média histórica em outubro, embora as projeções de crescimento tenham permanecido positivas.

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Algumas empresas esperam uma melhora das condições ⁠econômicas após a eleição, mas várias preveem um ano difícil à frente devido à intensa concorrência por novos negócios, às políticas públicas e ao aumento do endividamento.

A demanda fraca também afetou o mercado de trabalho, e a capacidade ociosa levou as empresas de serviços ‌a cortar mais vagas de trabalho.

Por outro lado, as taxas de inflação tanto de insumos como de preços cobrados diminuíram, embora as pressões de preços ⁠tenham permanecido historicamente fortes.

Os participantes da pesquisa relataram preços mais altos de itens como produtos químicos, componentes eletrônicos, energia, alimentos, metais, têxteis, pneus e madeira, com cerca de 36% dos prestadores de serviços sinalizando aumento das despesas totais.

Enquanto isso, os preços cobrados aumentaram no ritmo mais fraco desde meados de 2025, mas ainda acima da tendência histórica de longo prazo. Embora as empresas tenham afirmado que repassaram parte dos custos adicionais aos clientes, menos de 12% elevaram seus preços. Diversas empresas sugeriram que o enfraquecimento da demanda limitou seu poder de precificação.

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"Se essa tendência continuar, o Banco Central pode encontrar espaço para reduzir a taxa de juros, o que pode dar suporte ao investimento e ao empréstimo", disse De Lima.

(Edição de Isabel Versiani)

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