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Taxa de desemprego no Brasil cai a 5,4% no 2º trimestre, mas renda diminui

30 jul 2026 - 09h06
(atualizado às 10h10)

O Brasil encerrou o segundo trimestre com uma taxa de desemprego de 5,4%, a mais baixa para o período na série histórica iniciada em 2012, mas a renda recuou no período.

Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram forte queda ante a taxa de 6,1% do primeiro trimestre.

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No mesmo ⁠período do ano anterior a taxa de desemprego fora de 5,8%. O resultado ficou ‌em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters.

Analistas consideram que o mercado de trabalho deve continuar aquecido, com a taxa em níveis baixos para os ‌padrões nacionais, mesmo com uma esperada desaceleração da economia.

"De ‌modo geral, vemos um mercado de trabalho ainda muito robusto, mas com ⁠sinais de moderação, apresentando menor dinamismo, reflexo, na nossa visão, do estoque de aperto monetário dos últimos anos. Esperamos a continuidade dessa tendência de moderação, com a taxa de desocupação encerrando 2026 em 5,7%", avaliou André Valério, economista sênior do Inter.

O mercado de trabalho segue sendo ponto de atenção para o Banco Central, uma vez ‌que o desemprego em mínima histórica e renda em níveis altos alimenta o consumo, ‌somando-se aos estímulos fiscais e ⁠de crédito do governo, ⁠dificultando o controle da inflação.

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O BC volta a se reunir na próxima semana para definir ⁠a taxa básica de juros Selic, com ‌expectativa de redução de 0,25 ‌ponto percentual, a 14,0% ao ano.

A renda mensal real de todos os trabalhos, entretanto, caiu 1,5% no segundo trimestre, a R$3.738, de R$3,795 nos três meses de janeiro a março, embora isso tenha representado alta de 2,8% ante o ⁠mesmo trimestre do ano anterior.

"A renda passou a não crescer mais por causa do aumento da ocupação em setores de nível de instrução mais baixa, produtividade menor e renda menor. Isso afeta o rendimento geral", explicou o analista do IBGE William Kratochwill.

No segundo trimestre, o contingente de ‌desempregados teve queda de 10,9% sobre os três meses anteriores, chegando a 5,861 milhões de pessoas, o que representa ainda uma queda de 6,3% na comparação com ⁠o mesmo período do ano anterior.

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O período foi marcado ainda por alta de 1,1% no número de pessoas ocupadas na comparação trimestral e de 0,7% sobre o ano anterior, chegando a 103,057 milhões, novo recorde da série.

Isso se deu, entretanto, principalmente com alta nos empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceu 0,6% entre abril e junho sobre o primeiro trimestre, enquanto os que não tinham carteira aumentaram 2,2%.

"O que se viu agora também foi um movimento de pessoas saindo da população fora da força de trabalho. Foi uma absorção de mão de obra que estava sem trabalho e que está fora do mercado e voltou a procurar emprego. Até os desalentados se ocuparam", disse Kratochwill.

(Edição de Pedro Fonseca)

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