Tarifaço de Trump: 'Não é vergonha, não é humilhação negociar um acordo', diz Tarcísio de Freitas

Ao ser questionado se pretende concorrer à Presidência da República em 2026, o governador disse que pretende permanecer em São Paulo e disputar a reeleição

15 ago 2025 - 18h38
(atualizado às 18h50)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a condução das negociações em relação ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump a exportações brasileiras. Tarcísio disse, nesta sexta-feira, 15, que a posição do governo federal está "cômoda" demais.

"Não é vergonha, não é humilhação para nenhum chefe de Estado sentar com outro chefe de Estado para chegar a um acordo. Acho que é preciso fazer força para isso, levar de fato argumentos", disse. "Está muito cômodo. Você vê que hoje o Trump está conversando com o (presidente da Rússia) Putin — Estados Unidos envolvidos indiretamente na guerra da Ucrânia, o Putin envolvido diretamente —, e os dois estão sentados para conversar."

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Tarcísio disse em evento do BTG Pactual que, há quatro décadas, o País discute a mesma figura política e que a população não suporta mais o excesso de gastos
Tarcísio disse em evento do BTG Pactual que, há quatro décadas, o País discute a mesma figura política e que a população não suporta mais o excesso de gastos
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Tarcísio afirmou que as relações entre países se constroem por meio de concessões mútuas, em que cada lado cede em determinados pontos e conquista vitórias em outros. Para ele, essa é a forma de resolver impasses, sempre priorizando os interesses das empresas e dos empregos nacionais, com a negociação como principal ferramenta.

O presidente dos EUA tem defendido o fim do processo penal conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), padrinho político de Tarcísio. Segundo Trump, o Brasil promove uma "execução política" do ex-presidente brasileiro.

"Existem empresas que estão sendo prejudicadas pelo tarifaço, que importam muito eletrônico, importam motores e que, no final das contas, têm balanço negativo com os Estados Unidos. Temos uma balança comercial extremamente deficitária", continuou Tarcísio. "É necessário mostrar que nós temos mais de 200 anos de relação e fazer concessões em algumas horas, porque a gente percebe como o Trump tem trabalhado com outros países."

Na quarta-feira, 13, Tarcísio declarou durante evento do BTG Pactual que, há quatro décadas, o País discute a mesma figura política (Lula) e que a população não suporta mais o excesso de gastos, o aumento de impostos, a corrupção, o PT e o presidente Lula.

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O governador afirmou que, mais grave do que a "crise fiscal" vivida pelo País, é a "crise moral". Ele acrescentou que, para o Brasil avançar, basta "trocar o piloto", já que "o carro é bom pra caramba".

Ao ser questionado se planeja concorrer à Presidência da República em 2026, o governador disse que pretende permanecer em São Paulo e disputar a reeleição. Segundo ele, há um projeto de longo prazo em andamento, com entregas previstas até 2028, 2029 e 2030, que inclui obras e ações estruturantes que deseja concluir para deixar um legado no Estado.

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