Superquarta tem decisão sobre juros em meio a incerteza global

Federal Reserve e Copom não devem surpreender em resultados nesta quarta-feira (29)

29 abr 2026 - 11h00
Resumo
No cenário internacional, esta superquarta (29) é de expectativa pela decisão sobre os juros do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e pelo Copom, no Brasil. O Federal Reserve deve manter os juros inalterados, enquanto o Copom caminha para um novo corte de 0,25 p.p. na Selic, em um ambiente que mistura inflação ainda pressionada, atividade resiliente e crescente incerteza externa. 
Gabriel Galípolo
Gabriel Galípolo
Foto: Diogo Zacarias

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta terça-feira (28) em queda de 0,51%, aos 188.618,69 pontos, marcando a quinta sessão consecutiva de perda. A desvalorização foi impulsionada pelo resultado do IPCA-15 de abril, que apesar de ter vindo abaixo das projeções, mostrou maior pressão, com avanço dos núcleos, aumento da difusão e alta nos bens industriais. 

No câmbio, o dólar fechou estável, cotado a R$ 4,98, em meio à volatilidade sustentada pela retomada do apetite por moedas latino-americanas, além de fatores técnicos, como a rolagem de posições no mercado futuro. 

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No cenário internacional, esta superquarta (29) é de expectativa pela decisão sobre os juros do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e pelo Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil. O Federal Reserve deve manter os juros inalterados, enquanto o Copom caminha para um novo corte de 0,25 ponto na Selic, em um ambiente que mistura inflação ainda pressionada, atividade resiliente e crescente incerteza externa. 

Em Nova York, os índices futuros abriram em ritmo de alta, com investidores adotando uma postura mais cautelosa diante da decisão sobre juros do Fed e da divulgação de balanços de gigantes de tecnologia. 

No mercado de commodities, contratos futuros avançam nesta quarta-feira, com o Brent se aproximando de US$ 115 por barril, diante da falta de perspectiva de acordo no Oriente Médio. O Brent/junho valoriza 2,94%, cotado a US$ 114,53, enquanto o WTI/junho avança 3,18%, a US$ 103,11. Já o minério de ferro fechou em alta de 0,9% na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 115,1/ton, impulsionado pela alta dos combustíveis em meio à guerra no Irã. 

Entre os destaques do setor corporativo, a Petrobras divulgou que pode reajustar gasolina nos próximos dias, caso PL que libera uso de receitas do petróleo para compensar desonerações seja aprovado em breve.

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