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Sabesp contradiz Emae e afirma que assembleia sobre incorporação será mantida

Emae informou nesta quarta-feira que a CVM havia adiado a assembleia; reunião foi convocada para deliberar sobre a proposta de incorporação, pela Sabesp, da totalidade das ações da Emae

29 jul 2026 - 21h41

A Sabesp afirmou nesta quarta-feira, 29, não haver decisão determinando a interrupção, o adiamento ou a suspensão da assembleia-geral extraordinária (AGE) da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), convocada para esta quinta-feira, 30. A reunião foi convocada para deliberar sobre a proposta de incorporação, pela Sabesp, da totalidade das ações da Emae que ainda não estão em poder da companhia.

A manifestação ocorreu após a Emae informar, por meio de fato relevante divulgado no início da tarde, que o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deferiu o pedido de adiamento da assembleia.

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Segundo a Sabesp, o inteiro teor da decisão da CVM que teria determinado o adiamento da reunião ainda não foi disponibilizado. Com isso, segundo a companhia, a AGE está mantida.

O que está em jogo

A Sabesp adquiriu o controle da Emae em outubro de 2025, por R$ 1,13 bilhão. Em junho, a companhia de saneamento anunciou a intenção de fechar o capital da empresa, por meio de uma relação de troca, segundo a qual cada 1,319 ação da Sabesp dará direito a uma ação da Emae.

A proposta, porém, é contestada por acionistas minoritários. Investidores consideram a relação de troca injusta e afirmam que ela não apresenta fundamentação econômica suficientemente transparente.

Os minoritários também alegam não ter tido acesso a documentos que consideram essenciais para avaliar a operação e sustentam que a relação proposta não reflete o valor econômico da Emae.

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Incertezas contaminam ações da Sabesp

Em meio ao noticiário, as ações da Sabesp estenderam as perdas da véspera, anotando mais um tombo de 5,87% nesta quarta-feira, a terceira maior baixa do Ibovespa. O papel fechou cotado a R$ 26,61, o menor preço de tela desde meados de janeiro deste ano.

Na visão de Hugo Queiroz, gestor de portfólio da Soho Capital, essa contrariedade dos acionistas da Emae aumenta a percepção de risco em relação a outras questões envolvendo investimentos e eventuais desinvestimentos da Sabesp. "Sempre que a incerteza aumenta, a volatilidade sobe", pontua.

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