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Rússia prorrogará proibição de exportação de diesel, dizem fontes

29 jul 2026 - 08h25

A Rússia está se ‌preparando para prorrogar por mais um mês a proibição de exportação de diesel, embora a restrição possa ser suspensa em meados de agosto caso a situação do abastecimento interno melhore, afirmaram nesta quarta-feira duas ⁠fontes a par das discussões.

A Rússia introduziu a ‌proibição, válida de 8 a 31 de julho, como parte de um pacote mais amplo de ‌medidas para apoiar o mercado interno ‌de combustíveis, depois que repetidos ataques de ⁠drones ucranianos a refinarias de petróleo provocaram escassez de combustível e alta nos preços.

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Moscou já havia imposto restrições às exportações de gasolina e combustível de aviação.

Na semana passada, o vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou que ‌as restrições às exportações de gasolina seriam prorrogadas até ‌o final do ⁠ano, enquanto ⁠a proibição à exportação de diesel seria suspensa "à medida que ⁠o mercado se ‌recuperar".

O Ministério da Energia ‌se recusou a comentar antes de uma decisão do governo sobre a proibição.

A proibição abalou os mercados globais de energia, agravando a escassez de ⁠diesel e fazendo os preços dispararem, mesmo em países que não compram mais o combustível de Moscou.

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A Rússia costuma ser o segundo maior exportador mundial de diesel, atrás ‌apenas dos EUA. Os embarques russos vinham diminuindo antes da proibição devido à escassez interna causada por ⁠ataques de drones ucranianos.

Os embarques de diesel e gasóleo da Rússia totalizaram, em média, 234.000 barris por dia entre 1º e 10 de julho, segundo a Kpler, uma queda em relação aos 400.000 bpd registrados em junho e à média de cerca de 817.000 bpd em 2025.

A proibição das exportações russas reduz a oferta global de diesel, forçando compradores regulares, como o Brasil e a Turquia, a competir com países europeus e outros importadores pelas cargas dos EUA.

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