Rússia prorroga proibição de exportação de diesel até final de outubro

30 set 2026 - 08h48
Resumo
A Rússia prorrogou a proibição de exportar diesel até o fim de outubro para conter a escassez interna e controlar preços afetados por ataques ucranianos a refinarias. Segunda maior exportadora global, a decisão de Moscou agrava a crise energética mundial e eleva os preços do combustível a recordes nos Estados Unidos e no Reino Unido, já impactados por conflitos internacionais.

A Rússia prorrogou ‌a proibição das exportações de diesel para produtores de combustível até o final de outubro, informou o governo nesta quarta-feira, agravando ainda mais a tensão no mercado global ⁠de energia, já abalado por conflitos em ‌curso e escassez de abastecimento.

A escassez global de combustível e os aumentos acentuados ‌nos preços têm estado em ‌destaque, especialmente nos Estados Unidos, onde ⁠os preços do diesel dispararam para níveis recordes acima de US$6,50 por galão, à medida que as guerras no Irã e na Ucrânia restringem as entregas de combustível — ‌um risco político para o presidente dos ‌EUA, Donald Trump, ⁠às vésperas ⁠das eleições de meio de mandato.

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O preço do diesel ⁠nos postos ‌de abastecimento no ‌Reino Unido atingiu níveis recordes devido à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, informou a entidade automotiva ⁠RAC na segunda-feira.

A Rússia impôs repetidamente restrições sobre exportações de gasolina e diesel para conter o aumento dos preços dos combustíveis e lidar ‌com a escassez provocada pelos ataques de drones ucranianos a refinarias de petróleo.

No final de ⁠agosto, Moscou prorrogou a proibição das exportações de diesel até o final de setembro, embora tenha permitido o fornecimento a países como as ex-repúblicas soviéticas e a Mongólia, por meio de acordos intergovernamentais.

Normalmente o segundo maior exportador mundial de diesel, atrás apenas dos Estados Unidos, a Rússia já havia reduzido suas exportações no verão antes de impor a restrição aos fornecimentos para o exterior.

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