Rendimentos sobem por preocupações com inflação impulsionada pelo petróleo

11 mar 2026 - 11h45

Os rendimentos dos ‌Treasuries subiam nesta quarta-feira, com os preços mais altos do petróleo alimentando temores de inflação e adiando as expectativas de cortes nos juros pelo Federal Reserve, com os investidores deixando de lado dados da inflação ao consumidor de fevereiro que ⁠ficaram em linha com as expectativas.

Os preços ao consumidor dos EUA ‌aceleraram no mês passado já que o custo da gasolina aumentou em antecipação à escalada da guerra no Oriente ‌Médio. O índice de preços ao ‌consumidor subiu 0,3% em fevereiro, depois de ter avançado ⁠0,2% em janeiro. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice teve alta de 0,2%, ante 0,3% em janeiro.

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"A questão com este número, no entanto, é que ele já está muito no passado, pois é um número de fevereiro, ‌e há coisas acontecendo no momento que exercem pressão de alta sobre ‌os preços daqui ⁠para frente, claramente ⁠devido à guerra no Irã", disse Padhraic Garvey, chefe regional de pesquisa para ⁠Américas e chefe de ‌taxas globais e estratégia ‌de dívida do ING.

O comando militar do Irã disse nesta quarta-feira que o mundo deve estar preparado para que o petróleo atinja US$200 por barril, já que mais ⁠três navios foram atacados no Golfo Pérsico.

Operadores adiaram para setembro as expectativas para o próximo corte da taxa de juros pelo Fed devido a preocupações de que a guerra dure mais do que o ‌esperado. Se ela continuar, é provável que os preços mais altos do petróleo também prejudiquem o crescimento econômico e reduzam ⁠os rendimentos.

Operadores de juros futuros estão agora precificando 33 pontos-base em cortes até o final do ano, abaixo dos 41 pontos de terça-feira, indicando dúvidas crescentes de que o Fed fará dois cortes de 25 pontos-base este ano.

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O rendimento da nota de 2 anos, que normalmente acompanha as expectativas da taxa de juros do Fed, subia 5,7 pontos-base, para 3,626%. O rendimento dos Treasuries de referência de 10 anos avançava 5,5 pontos-base, para 4,191%.

A curva de rendimento entre as notas de dois e 10 anos tinha pouco alteração no dia, em 56 pontos-base.

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