A pressão sobre os juros ocorre em meio à preocupação com a inflação e à manutenção de políticas monetárias restritivas, enquanto o aumento da oferta de títulos públicos amplia a necessidade de remuneração para atrair investidores.
Os mercados globais começam outubro sob pressão da alta dos juros dos títulos públicos e do petróleo, em um ambiente marcado por preocupações com inflação, conflitos geopolíticos e maior oferta de dívida pelos governos.
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Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de 10 anos subia 2,6 pontos-base no início da manhã, chegando a 5,33%, maior nível desde 2002. O juro do título de 30 anos também superava 5,6%, no maior patamar desde aquele ano.
A pressão sobre os juros ocorre em meio à preocupação com a inflação e à manutenção de políticas monetárias restritivas, enquanto o aumento da oferta de títulos públicos amplia a necessidade de remuneração para atrair investidores. Na Europa, o movimento contribui para a queda das ações no início do mês.
Em Nova York, os índices futuros operam em alta, embora Dow Jones e S&P 500 permaneçam pressionados pela elevação dos Treasuries. O Nasdaq encontra suporte nas ações de tecnologia após os resultados positivos da Micron. Na Ásia, as Bolsas fecharam em alta, impulsionadas por empresas de tecnologia e semicondutores, enquanto exportações recordes da Coreia do Sul, puxadas por chips, reforçaram as expectativas de demanda relacionada à inteligência artificial. China e Hong Kong ficaram fechados pelo feriado do Dia Nacional.
No Brasil, o foco está sobre o comércio de carne bovina com a China, após o país atingir a cota anual de importação e, a partir desta quinta-feira, os embarques estarão sujeitos a uma sobretaxa de 55%. Com isso, a carga total sobre a carne que chegar aos portos chineses passa a 67%, inviabilizando as vendas.
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