Taxas dos DIs têm altas leves com avanço do petróleo no exterior e eleição no radar

1 out 2026 - 10h31
(atualizado às 10h54)
Resumo
As taxas dos DIs operam em leve alta nesta quinta-feira, impulsionadas pelo avanço do petróleo Brent rumo aos US$ 100 com as tensões no Oriente Médio, enquanto os rendimentos dos Treasuries de curto prazo recuam nos EUA. No Brasil, o mercado aguarda desdobramentos da corrida eleitoral a três dias da votação, monitorando a divulgação da pesquisa Datafolha e o debate da TV Globo com os presidenciáveis. Diante desse cenário, os contratos para janeiro de 2028 e 2035 subiram cerca de 2 e 3 pontos-base.

‌As taxas dos DIs exibiam leves altas nesta manhã de quinta-feira, em meio à alta do petróleo no exterior e ao recuo dos rendimentos de curto prazo dos Treasuries, enquanto no Brasil investidores aguardam ⁠a divulgação de nova pesquisa eleitoral.

Às 9h51, a taxa ‌do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,575%, em alta de 2 pontos-base ‌ante o ajuste de 13,552% da ‌sessão anterior. Na ponta longa da curva ⁠a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,01%, com avanço de 3 pontos-base ante 13,976%.

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A manhã é até o momento de alta do petróleo Brent em Londres, para perto ‌dos US$100 o barril, na esteira da guerra dos ‌EUA e de ⁠Israel contra ⁠o Irã.

No mercado de Treasuries, os rendimentos de curto prazo cediam ⁠nesta manhã, após ‌dados de inflação ‌e declarações recentes de autoridades do Federal Reserve sugerirem que a instituição pode manter sua taxa de referência na faixa de 3,75% a 4,00% ⁠em outubro. Os rendimentos de longo prazo mostram estabilidade.

Neste cenário, as taxas dos DIs exibiam altas leves ante os ajustes anteriores, com os agentes atentos ainda ao noticiário político ‌a três dias das eleições. O Datafolha divulgará nova pesquisa eleitoral no início da noite, enquanto a ⁠TV Globo promoverá debate entre os presidenciáveis. A previsão é de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participe do debate, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concederá entrevista a um podcast no mesmo horário.

Às 9h51, o rendimento do Treasury de dois anos --que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha queda de 2 pontos-base, a 4,864%. Já o retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, a 5,298%.

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