Quem é ‘Sicário’ e o que significa apelido de homem suspeito de executar 'práticas violentas' para Vorcaro

Segundo a PF, suspeito recebia R$ 1 milhão por mês de Daniel Vorcaro pelos serviços prestados pelo núcleo de intimidação

4 mar 2026 - 14h01
(atualizado às 14h11)
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é preso em operação da PF
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Preso nesta segunda-feira, 4, pela Polícia Federal, o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, mantinha, segundo os investigadores, um grupo de WhatsApp no qual repassava orientações para vigiar e agredir pessoas que considerava inimigas ou adversárias.

Entre as mensagens analisadas, a PF encontrou o termo “Sicário”, que é o apelido atribuído a Luiz Phillipi Mourão, que também teve a prisão preventiva decretada. De acordo com a apuração, Mourão exercia função estratégica na suposta organização criminosa, sendo responsável por cumprir ordens de monitoramento de alvos, acessar ilegalmente sistemas sigilosos e promover ações de intimidação física e moral.

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Conforme o dicionário Michaelis, “sicário” pode ser empregado como adjetivo para designar alguém sanguinário ou cruel. Já como substantivo masculino, significa assassino de aluguel ou indivíduo que pratica crimes com violência.

Nas conversas interceptadas, Mourão aparece articulando agressões que teriam sido solicitadas por Vorcaro contra funcionários e outras pessoas que o contrariavam. Em um dos diálogos obtidos pela PF, o banqueiro orienta que ele deveria "dar um sacode" em um chefe de cozinha ligado a um ex-colaborador.

Vorcaro já tinha sido preso em novembro e estava com tornozeleira eletrônica
Vorcaro já tinha sido preso em novembro e estava com tornozeleira eletrônica
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

O jornalista Lauro Jardim também é citado como alvo do grupo. As mensagens reunidas pela investigação indicam que Vorcaro teria solicitado a Mourão o levantamento de dados sobre uma empregada, a intimidação de outros funcionários e o planejamento de agressão contra o repórter, que atua no jornal O Globo.

O relatório também aponta indícios de que Sicário recebia R$ 1 milhão por mês de Daniel Vorcaro pelos serviços prestados pelo núcleo de intimidação e obstrução à Justiça.

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Ainda segundo a Polícia Federal, essa estrutura privada de vigilância e coerção que o banqueiro mantinha era denominada “A Turma”. As ordens para monitoramento e agressões seriam transmitidas por meio de um grupo de WhatsApp com o mesmo nome.

O que dizem as defesas

A defesa de Vorcaro afirma que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e que jamais tentou obstruir o trabalho da Justiça.

Os advogados negam as alegações atribuídas a Vorcaro e afirmam que "confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta". O Terra tenta localizar a defesa de Luiz Phillipi Mourão.

Fonte: Portal Terra
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