Presidente da Stellantis destaca estratégias divergentes nos EUA e no mundo

10 set 2026 - 16h41
Resumo
O presidente da Stellantis, Antonio Filosa, afirmou que o mercado automotivo global está dividido entre os EUA e o resto do mundo. Diante de exigências regulatórias e políticas distintas, a montadora aposta em engenharia 100% local no mercado norte-americano, sua maior fonte de lucro. Paralelamente, fora dos EUA, a empresa adota parcerias com fabricantes chinesas, estratégia cada vez mais comum na Europa, mas que enfrenta forte resistência política no cenário estadunidense.

O presidente-executivo da Stellantis, Antonio Filosa, afirmou em uma conferência com analistas nesta quinta-feira que há uma divisão clara no mercado automotivo global atualmente: os Estados Unidos e o resto do ⁠mundo.

O grupo automotivo, que produz veículos das marcas, ‌Fiat, Jeep e Ram, falou sobre como a empresa está lidando com um cenário ‌comercial e político nos EUA ‌que está se distanciando de outras ⁠regiões, incluindo a Europa, especialmente no que diz respeito à forma como as montadoras podem estabelecer parcerias com empresas chinesas.

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"Vemos claramente o mundo dividido em duas partes: uma são os EUA... ‌e, em seguida, temos o resto do mundo", ‌disse Filosa.

O desafio ⁠enfrentado pela ⁠Stellantis e seus concorrentes é como desenvolver veículos para ⁠os EUA, sua ‌principal fonte de ‌lucro, quando as regulamentações e a demanda dos consumidores do país são muito diferentes de outras partes do mundo.

Nos EUA, a montadora ⁠conta inteiramente com engenharia e desenvolvimento nacionais, disse ele. Em outros mercados, incluindo a Europa, a Stellantis está firmando parcerias com montadoras, entre elas as ‌chinesas Leapmotor e Dongfeng.

Embora Filosa tenha afirmado que essas parcerias não visam o desenvolvimento de modelos ⁠para os EUA, outras montadoras que firmaram acordos semelhantes têm sido alvo de críticas por parte do governo de Donald Trump.

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Autoridades criticaram duramente a Ford Motor por firmar uma joint venture com a chinesa Geely na Europa, alegando que isso estaria apoiando a expansão global das montadoras chinesas. A Ford afirmou que está se adaptando à nova realidade global e se tornando mais enxuta e eficiente por meio dessas parcerias.

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