Prefixado em ETFs: veja como ganhar na queda dos juros sem travar seu investimento

23 abr 2026 - 09h47
ETFs. Foto: ImageFX
ETFs. Foto: ImageFX
Foto: Suno

Em um cenário de juros ainda elevados no Brasil, os investidores começam a olhar com mais atenção para um velho conhecido da renda fixa: o prefixado. E nesse contexto, os ETFs passam a ganhar cada vez mais relevância, tendo em vista a maior flexibilidade que o produto oferece.

A lógica é simples: caso a taxa Selic siga caindo nos próximos ciclos, títulos prefixados tendem a se valorizar, abrindo espaço para ganhos acima do CDI. Mas essa estratégia carrega um desafio relevante: o timing.

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Entrar cedo demais pode significar volatilidade no curto prazo. Entrar tarde demais pode reduzir boa parte do retorno. E é aí que os ETFs de renda fixa apresentam uma vantagem.

O "problema" do prefixado

Ao investir diretamente em um título prefixado, o investidor trava uma taxa e, com isso, assume uma visão sobre o comportamento futuro dos juros.

Se as taxas caem, há ganho com a valorização do papel. Se sobem, o preço recua, o que pode gerar perdas no curto prazo, especialmente para quem não pretende carregar o título até o vencimento.

Nos ETFs, essa dinâmica continua existindo, mas com uma diferença importante na forma de acesso.

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"O investidor percebeu que pode comprar renda fixa com a mesma agilidade da Bolsa", afirma Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas da Itaú Asset.

O ETF resolve o problema do timing?

O ETF não elimina o risco de entrar no momento errado. Afinal, ele também está exposto à marcação a mercado dos títulos prefixados.

Mas ele traz mais flexibilidade para lidar com esse risco.

Por ser negociado em Bolsa, o investidor pode ajustar sua posição ao longo do tempo, sem precisar carregar um título específico até o vencimento. Além disso, a diversificação da carteira reduz o risco de concentração em um único prazo.

"A transparência talvez seja o fator mais transformacional", diz Eid.

Na prática, isso permite uma gestão mais dinâmica da exposição ao prefixado, algo mais difícil de fazer com títulos individuais.

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A tese para investir agora

Na visão da Itaú Asset, o avanço dos ETFs prefixados está diretamente ligado à expectativa de mudança no ciclo de juros.

Segundo Eid, o desenvolvimento desses produtos partiu justamente desse cenário.

"Nossos estudos identificaram que determinados produtos se beneficiam dos ciclos de queda de juros. Trabalhamos no desenvolvimento de oportunidades que potencializem a performance nesse cenário, com assimetria positiva de retorno em momentos de redução da Selic", afirma.

Ou seja, a tese não é necessariamente acertar o "fundo" da taxa de juros, mas construir exposição a um cenário em que o movimento de queda já começa a se desenhar.

Os ETFs prefixados da Itaú Asset

Para atender diferentes estratégias dentro desse contexto, a Itaú Asset ampliou sua oferta de ETFs de renda fixa prefixada.

Entre os principais produtos estão:

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  • IRFM11, com exposição a títulos prefixados e duration intermediária
  • IDKA11, com maior sensibilidade à curva de juros
  • 5PRE11, que investe em uma cesta de títulos prefixados com duration média de aproximadamente cinco anos

O 5PRE11, em especial, surge como uma alternativa mais longa dentro da prateleira, voltada a capturar de forma mais intensa os movimentos da curva de juros.

Todos esses ETFs compartilham características estruturais relevantes:

  • Alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital
  • Isenção de IOF e come-cotas
  • Reinvestimento automático de cupons
  • Negociação em Bolsa, com aplicação acessível

Flexibilidade para navegar o ciclo

Embora não elimine os riscos, o ETF de renda fixa prefixada oferece uma forma mais flexível de capturar oportunidades em um cenário de queda de juros.

Ao combinar liquidez, diversificação e simplicidade operacional, ele permite ao investidor acessar o potencial do prefixado sem ficar travado em um único título ou estratégia.

Em um ambiente de transição da política monetária, essa flexibilidade dos ETFs pode ser um diferencial importante, especialmente para quem busca ir além do CDI e explorar novas fontes de retorno dentro da renda fixa.

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