O vice-presidente de gestão financeira do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, afirmou nesta quinta-feira que o BB ainda está observando se a recuperação nas renegociações de crédito da carteira do agronegócio será em U ou W, após o segmento representar o principal detrator dos resultados da instituição no ano passado.
"Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, a nova safra que vai ser colhida, se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U ou em W. Ainda não sabemos, eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W", afirmou o executivo no BB Day, evento com analistas e investidores, em São Paulo.
Ele destacou que o BB tem como um dos principais propósitos o financiamento ao agronegócio brasileiro, mas ressaltou que o papel do banco vai muito além do financiamento à agricultura, sendo um conglomerado de mais de 80 empresas.
"O Banco do Brasil não é somente isso (agro). O Banco do Brasil vai muito além", afirmou chamando a atenção para a soma da margem financeira bruta, que reflete basicamente o negócio bancário, com tarifas e o resultado de equivalência patrimonial, que desde 2022 mudou o patamar de crescimento dos negócios.
"Na média, essas empresas vêm somando ao Banco do Brasil 52% do resultado. E foi fundamental essa nossa estratégia..de conglomerado para enfrentar o que nós enfrentamos em 2025."
"Apesar de termos enfrentado o maior desafio da história do Banco do Brasil nesses últimos 15, 20 anos, com o que nós vimos acontecer em termos de risco de crédito no ano passado, nós acreditamos na capacidade do Banco do Brasil de continuar gerando resultados sustentáveis no médio e longo prazos, dado toda essa estratégia de conglomerado que nós implementamos."